Karine Arruda/ Repórter MT

Abílio destacou que nova pasta vai garantir eficiência na aplicação dos recursos públicos.
MÁRCIA MATOS
VINÍCIUS ANTÔNIO
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), defendeu na noite de quarta-feira (04), que a criação da Secretaria Municipal do Autismo e da Neurodiversidade é essencial para o Município, levando em conta a contenção de despesas na administração pública diante da crise econômica.
Segundo ele, a nova pasta deve garantir mais eficiência na aplicação dos recursos públicos e, consequentemente, contribuir para a economia em outras áreas.
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Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (4), Abílio argumentou que criar a pasta não significa aumentar despesas quanto essas desempenham funções que podem gerar receitas para o Município.
Abílio também ressaltou que a eficiência administrativa precisa caminhar junto com a economicidade, ou seja, a redução de despesas não pode comprometer a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população.
“Se a Secretaria só tiver economicidade e não tiver eficiência, nós não teremos a economicidade. Porque temos a redução de despesa, mas não teremos a eficiência da aplicação dos recursos públicos. Há casos e casos que temos que ponderar”, explicou.
Diante disso, o prefeito disse que pretende priorizar a implantação da nova pasta e compensar os custos com a redução de despesas em outras áreas da administração municipal.
A Secretaria
Abílio anunciou a criação da Secretaria Municipal do Autismo e da Neurodiversidade ao lado da primeira-dama, a vereadora e deputada estadual eleita Samantha Iris (PL), e da secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michele Dreher.
As duas ficarão responsáveis por elaborar o projeto de criação da nova pasta, que posteriormente será encaminhado à Câmara Municipal de Cuiabá para apreciação dos vereadores.
Atualmente, a Prefeitura de Cuiabá conta com 23 secretarias e órgãos com status de secretaria, além de estruturas vinculadas ao gabinete e à ouvidoria.
Crise econômica
Na semana passada, Abílio também chamou a atenção para a necessidade de os prefeitos dos 142 municípios de Mato Grosso adotarem medidas de contenção de despesas em 2027. Na ocasião, atribuiu a preocupação ao cenário econômico nacional e à previsão de redução dos repasses do Governo Federal às prefeituras.
Segundo o prefeito, após as eleições presidenciais, o governo do presidente Lula (PT) já está remanejando recursos do orçamento para bancar medidas anunciadas durante o período eleitoral, que classificou como um “pacote de bondade”.
Entre as iniciativas mencionadas estão o reajuste de 15% no Bolsa Família, com impacto estimado em R$ 22 bilhões; a ampliação do programa Pé-de-Meia para universitários, com previsão de R$ 2 bilhões; o Desenrola 3.0, com R$ 5 bilhões; e o Pix MEI, com R$ 1 bilhão.
Para Abílio essas medidas podem pressionar o orçamento federal e provocar reflexos nos recursos destinados aos municípios, exigindo maior controle dos gastos das administrações locais.
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