EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
O primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi assassinado por engano na madrugada de terça-feira (30), em Cáceres (225 km de Cuiabá), Sul de Mato Grosso. A informação foi confirmada ao
pelo delegado Diego Felipe da Silva de Toledo, responsável pelas investigações.
Segundo o delegado, os criminosos pretendiam executar outra pessoa que havia passado pela residência onde Anderson estava. O verdadeiro alvo teria ligação com uma facção rival à dos responsáveis pelo ataque.
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“Procede. O alvo era outra pessoa que esteve na casa. O alvo teria envolvimento com facção rival da dos executores, sendo o sargento assassinado por engano. Sargento não tinha nenhum envolvimento com ilícitos”, afirmou Diego ao RepórterMT.
Desde as primeiras horas após o assassinato, a possibilidade de Anderson não ser o alvo já era investigada. O subtenente da Polícia Militar Carlindo informou ainda no local do crime que havia indícios de que os assassinos procuravam outra pessoa que frequentava o imóvel. Naquele momento, porém, a hipótese ainda não havia sido confirmada pela Polícia Civil.
A confirmação ocorre após o avanço das investigações e a localização dos envolvidos. Seis menores foram apreendidos e um criminoso de 19 anos foi preso durante as diligências realizadas pelas forças de segurança. Entre os adolescentes está um menor de 16 anos apontado pela polícia como autor dos disparos.
Ordem teria vindo da cadeia
Segundo o boletim de ocorrência, o menor de 16 anos relatou aos policiais que recebeu orientações de integrantes de uma facção criminosa que estariam presos em unidades prisionais.
A determinação seria para executar dois homens que estariam na residência. Antes do ataque, ele teria ido até as proximidades do imóvel e cortado a cerca elétrica, provocando o acionamento do alarme.
Na sequência, ele teria se escondido em uma área de mata próxima e permanecido em chamada de vídeo com os supostos mandantes do crime.
Conforme o relato do menor à polícia, quando Anderson saiu da residência para verificar por que o alarme havia disparado, os criminosos que acompanhavam a ação pela chamada de vídeo teriam visto o militar pela câmera do celular e determinado que o menor efetuasse os disparos.
A nova informação repassada pelo delegado esclarece que Anderson acabou confundido com o alvo dos criminosos. O militar, segundo Diego Felipe, não mantinha qualquer envolvimento com atividades ilícitas.
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Sete envolvidos detidos
As forças de segurança chegaram aos suspeitos após diligências realizadas pelo 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Um Polo branco foi abordado e, dentro dele, foram encontrados dois menores, de 15 e 16 anos. Conforme a polícia, o menor de 15 anos teria conduzido o veículo utilizado na ação, enquanto o de 16 anos seria o responsável pelos tiros.
A arma que teria sido usada no assassinato também foi localizada. Ela estava escondida em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis e, segundo o boletim, era guardada por uma adolescente de 14 anos.
Outro menor, também de 16 anos, teria levado a arma até o imóvel. Já duas adolescentes, de 15 e 17 anos, são apontadas como responsáveis por dar apoio aos envolvidos, auxiliando na ocultação dos suspeitos, na fuga e na tentativa de esconder o armamento.
Todos foram encaminhados à Polícia Civil, que segue com as investigações para individualizar a participação de cada envolvido e identificar os responsáveis por ordenar o assassinato.
Assassinato
Anderson estava em uma residência na Rua da Pedagogia, no bairro Jardim Universitário, com a namorada quando o sistema de alarme apontou o rompimento da cerca elétrica.
O sargento saiu para verificar o que havia acontecido e foi surpreendido pelos disparos. Ele foi atingido nas costas, no peito e em uma das mãos. Mesmo ferido, tentou retornar para dentro da residência, mas caiu no quintal.
A namorada e o filho dela conseguiram arrastá-lo para dentro da casa e acionaram o socorro. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas Anderson já estava morto. O registro policial apontava desde o início que o militar não possuía passagens criminais.











