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01 de Outubro de 2026

01 de Outubro de 2026, 09h:36 - A | A

POLÍCIA / SETE SÃO PRESOS

Menor de 16 anos confessa execução de sargento da Marinha em Cáceres e diz que ordem veio da cadeia

Polícia apreendeu seis menores e prendeu um jovem de 19 anos; arma que teria sido usada no assassinato também foi localizada

Reprodução / PowerMix

primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista

EDUARDA FERNANDES, KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



Um menor de 16 anos, apontado pela Polícia Militar como autor dos disparos que mataram o primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, afirmou que o assassinato teria sido ordenado por integrantes de uma fação que estão presos. Ao todo, seis menores foram apreendidos e um criminoso de 19 anos foi preso durante as diligências realizadas após o crime, ocorrido em Cáceres (225 km de Cuiabá), Sul de Mato Grosso.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram buscas ininterruptas para identificar os envolvidos. O bando é investigado por organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores.

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Durante as diligências, os policiais receberam informações de que pessoas que teriam dado apoio logístico ao homicídio estavam nas proximidades do campo de futebol do bairro Jardim das Oliveiras e haviam deixado Cáceres em um veículo de transporte por aplicativo.

Posteriormente, um Polo branco foi abordado e dois menores, de 15 e 16 anos, foram localizados. De acordo com a PM, o menor de 15 anos teria conduzido o veículo utilizado na ação, enquanto o de 16 anos é apontado como responsável pelos disparos que mataram o militar.

Em relato aos policiais, o executor afirmou que teria recebido orientações de integrantes da facção, que estariam presos em unidades prisionais. Segundo a versão apresentada por ele, a determinação era para matar dois homens que estariam na residência onde Anderson foi assassinado.

Ainda conforme o boletim, antes do crime, o menor teria ido até as proximidades do imóvel e cortado a cerca elétrica, fazendo com que o sistema de alarme fosse acionado. Em seguida, teria se escondido em uma área de mata próxima à casa.

O menor relatou que, enquanto estava escondido, permanecia em chamada de vídeo com os mandantes. Segundo ele, os criminosos teriam visualizado Anderson pela câmera do celular quando o sargento saiu da residência para verificar o disparo do alarme e determinado que os tiros fossem efetuados.

O adolescente então teria deixado a área de mata e atirado contra o militar. Anderson foi atingido e morreu no imóvel. Na apuração inicial, a polícia já trabalhava com a possibilidade de que o sargento pudesse não ser o alvo originalmente procurado pelos criminosos.

Arma do crime

A arma supostamente utilizada no assassinato foi encontrada em uma residência na Rua Portugal, no bairro Residencial Valter Fidelis. No local, uma menor de 14 anos foi apreendida, apontada no boletim como responsável por guardar e esconder o armamento.

Outro adolescente, também de 16 anos, teria sido responsável por transportar a arma até o imóvel onde ela foi localizada.

Duas menores, de 15 e 17 anos, também são apontadas pela polícia como responsáveis por prestar apoio logístico ao grupo. Conforme o registro policial, elas teriam auxiliado na permanência e ocultação dos suspeitos depois do homicídio, na tentativa de fuga e também na ocultação da arma.

Todos os envolvidos, além do armamento apreendido, foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres para as providências cabíveis. A Polícia Civil segue responsável pela investigação, inclusive para esclarecer a participação de cada suspeito e a identificação dos supostos mandantes do assassinato.

O crime

Anderson foi assassinado na madrugada de terça-feira (30), em uma residência na Rua da Pedagogia, no bairro Jardim Universitário. Ele estava dentro da casa com a namorada quando o alarme disparou após o rompimento da cerca elétrica.

Ao sair para verificar o que havia ocorrido, o primeiro-sargento foi atingido por disparos. Mesmo ferido, ainda tentou voltar para dentro da residência, mas caiu no quintal. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte do militar. Anderson não possuía passagens criminais.

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