Montagem/RepórterMT

Bruna Kauanny Cardoso Sales está presa suspeita de prestar apoio ao bando que torturou o vereador Wesley Cláudio.
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a prisão de Bruna Kauanny Cardoso Sales, de 24 anos, suspeita de ajudar os bandidos a fugirem após terem roubado e torturado o vereador de Rondonópolis Wesley Cláudio (Novo) e a família dele. A decisão de converter a prisão em flagrante em preventiva foi proferida pelo juiz Pedro Flory Diniz, durante audiência de custódia realizada na tarde de hoje (30).
Conforme noticiado anteriormente pelo
, Bruna foi presa pela Polícia Civil nessa terça-feira (29), durante as investigações para identificar os envolvidos no crime ocorrido na madrugada de segunda (28). Ela é investigada por participar na logística da ação criminosa e teria disponibilizado um veículo usado pelos envolvidos. Após o assalto, também teria recebido parte do dinheiro e dos objetos roubados da família.
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Durante as diligências que resultaram na prisão, os investigadores apreenderam aproximadamente R$ 17 mil em dinheiro, uma aliança pertencente a uma das vítimas, dois capacetes e 15 munições de calibre .40, além de outros materiais que ainda seriam analisados. Bruna foi autuada, inicialmente, pelos crimes de roubo e tortura.
A investigação da Polícia Civil aponta para uma divisão de tarefas entre os envolvidos, com pessoas responsáveis pelo apoio logístico, execução do roubo e posterior guarda dos valores e objetos levados da residência. Um homem de 20 anos, identificado pelos investigadores como possível participante da ação, continua foragido.
O crime
Wesley Cláudio, a esposa Fabiula Moreira e os dois filhos do casal, de 18 e 9 anos, foram rendidos dentro da própria residência na madrugada de segunda (28), quando foi anunciado o assalto. O vereador foi agredido com coronhadas e teve parte da orelha direita cortada.
Fabiula também foi agredida e enforcada durante a ação até quase perder a consciência. Os filhos do casal foram mantidos reféns e sofreram ameaças. Conforme divulgado anteriormente pelo
, os criminosos exigiam R$ 1 milhão e afirmavam ter informações de que o vereador mantinha o dinheiro em casa.
No entanto, o grupo levou aproximadamente R$ 42 mil, além de celulares, alianças, bijuterias e o veículo da família. Segundo o registro da ocorrência, o bando afirmava que monitorava Wesley havia cerca de três dias.
A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de participação de até cinco pessoas no crime. Dois homens teriam entrado na residência, enquanto outros envolvidos poderiam ter dado apoio do lado de fora e participado de uma chamada de vídeo durante a ação.













