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Terça-feira, 21 de Junho de 2022, 12h:15 - A | A

PARA ‘ESCONDER’ TRAIÇÃO

Policiais são exonerados por cobrar propina de R$ 10 mil de casal de amantes

Demissão foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial. Caso aconteceu em 2011.

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTER MT

O Comando Geral da Polícia Militar de Mato Grosso demitiu dois agentes condenados por corrupção. Foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (21) o desligamento do 3º sargento F.S.S. e do cabo P.A.V. A decisão atende sentença do Tribunal de Justiça.

Segundo os autos do processo, a dupla trabalhava em Nova Canaã do Norte. Na noite do dia 24 de junho de 2011, os policiais encontraram um casal num local deserto. O motorista foi abordado e repreendido pelos agentes por estar em um local perigoso, conhecido pelo uso de drogas.

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O casal foi levado para o quartel da Polícia Militar da cidade em carros separados. No caminho, o cabo pediu R$ 10 mil ao homem para não registrar boletim de ocorrência, nem prender o rapaz.

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“Na mesma ocasião, o cabo P.A.V. disse para o homem que, em razão de tal acontecido (namorar em via pública), ele teria que gastar cerca de R$ 10 mil com advogado, além de ter problemas com sua esposa, momento em que lhe sugeriu que, ao invés de entregar o dinheiro para o advogado, o repasse para eles, pois assim nada seria feito e ninguém saberia”, diz trecho dos autos.

O sargento não participou diretamente do ato, mas conduziu a mulher em carro separado para que o colega fizesse a negociação e também recebeu parte dos R$ 10 mil. O homem realizou um cheque no valor pedido e pediu que só fosse descontado no mês seguinte.

Em 2018, o sargento e o cabo foram condenados em sentença proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva.

Os agentes recorreram à segunda instancia, mas a condenação foi mantida. “O comportamento dos representados violou de forma grave os valores que lhes foram repassados durante a carreira militar e cultivados pela Corporação. Restando devidamente comprovada a prática do crime de concussão, com condenação superior a 02 (dois) anos de reclusão, outra não pode ser a decisão a ser tomada senão a imediata perda da graduação de praça, pois demonstrado que os representados não ostentam condições de permanecer nas fileiras da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso”, diz a decisão, publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) do dia 24 de maio de 2022.

Considerando a sentença, o Estado publicou a demissão da dupla. Aposentado, o sargento vai continuar recebendo salário. Já o cabo terá que devolver a farda e ser desligado da corporação.

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salas 21/06/2022

Ficou barato, ainda devia comerem uma cadeia, por que otário raleia mas não acaba.

1 comentários

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