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16 de Outubro de 2026, 18h:09 - A | A

POLÍCIA / CASO RENATO NERY

Justiça marca julgamento de policial da Rotam envolvido na morte de advogado em Cuiabá

PM será julgado pelo Tribunal do Júri em 2 de dezembro; juiz também manteve a prisão preventiva do militar.

Montagem/RepórterMT

Heron Teixeira Pena Vieira (em destaque) é apontado como intermediário do assassinado do advogado Renato Nery (ao fundo).

Heron Teixeira Pena Vieira (em destaque) é apontado como intermediário do assassinado do advogado Renato Nery (ao fundo).

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O policial militar da Ronda Ostensiva Tático Metropolitana (Rotam) Heron Teixeira Pena Vieira será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 2 de dezembro de 2026, às 9h, pelo envolvimento no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), morto a tiros em Cuiabá, em julho de 2024. A data foi definida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, em decisão publicada no portal da Justiça nesta quinta-feira (15).

No documento, o magistrado considerou o processo pronto para julgamento e determinou que a sessão seja realizada no plenário do Tribunal do Júri da Capital. “DOU COMO PREPARADO o presente processo para que o pronunciado seja submetido a julgamento”, escreveu.

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A decisão também mantém a prisão preventiva de Heron. Ao reavaliar a necessidade da medida, o juiz afirmou que não houve fatos novos que justificassem a revogação da custódia cautelar, especialmente diante da proximidade do julgamento.

“Constatei que não houve nenhum fato novo capaz de revogá-la, mormente diante do julgamento ora designado, razão pela qual a ratifico integralmente nos termos da decisão de pronúncia”, destacou o magistrado.

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Heron é acusado de atuar como intermediário e articulador do assassinato do advogado. Conforme as investigações, ele teria participado da articulação que levou à execução do crime. O autor dos disparos, Alex Roberto de Queiroz Silva, já foi julgado e condenado pelo homicídio.

Adiamento do julgamento
Na mesma decisão, o juiz rejeitou os pedidos da defesa para que o processo de Heron tramitasse conjuntamente com outra ação relacionada ao caso e para que o julgamento fosse suspenso até a conclusão de recursos apresentados por corréus.

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Segundo o magistrado, os processos estão em fases diferentes. Enquanto a ação contra Heron já está pronta para ser levada ao Tribunal do Júri, o outro processo ainda tem recurso relacionado à decisão de pronúncia.

O juiz ressaltou que a reunião das ações poderia aumentar a complexidade do caso e atrasar o julgamento. Também destacou que a existência de recursos apresentados por outros acusados não impede o andamento do processo de Heron.

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A decisão ainda autorizou o compartilhamento de provas do processo relacionado e determinou a inclusão de laudos periciais de confronto balístico e de exame do local do crime. O magistrado também autorizou a disponibilização da gravação integral do depoimento de uma testemunha solicitada pela defesa.

O crime
Renato Nery, de 72 anos, foi assassinado com sete tiros no dia 5 de julho de 2024, quando chegava ao próprio escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Ele foi socorrido e submetido a uma cirurgia, mas morreu na madrugada do dia seguinte.

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As investigações apontaram que o assassinato estaria relacionado a uma disputa judicial por uma área de mais de 12 mil hectares localizada no município de Novo São Joaquim. Após décadas de disputa, Renato Nery tornou-se coproprietário da terra, o que teria causado insatisfação no casal de empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, de Primavera do Leste, apontados como mandantes do crime.

Heron é acusado de atuar na intermediação do assassinato, enquanto Alex foi apontado como o executor dos disparos. O crime teria sido executado mediante promessa de pagamento de R$ 215 mil.

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