Cuiabá, 16 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
16 de Outubro de 2026

16 de Outubro de 2026, 11h:50 - A | A

POLÍCIA / DISPARO ACIDENTAL

Padrasto de menina morta com tiro de espingarda em Sinop paga fiança de R$ 1,5 mil e é liberado

Criança de 10 anos foi atingida enquanto brincava com o irmão de 15 anos; o padrastro foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo

Reprodução

Menina de 10 anos morreu após ser atingida por disparo acidental de espingarda dentro de casa, em Sinop

Menina de 10 anos morreu após ser atingida por disparo acidental de espingarda dentro de casa, em Sinop

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O padrasto da menina de 10 anos que morreu após ser atingida por um disparo de espingarda na cabeça nessa quinta-feira (15), em Sinop (a 498 km de Cuiabá), pagou fiança de R$ 1,5 mil e foi liberado. Ele havia sido preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

Conforme informado pelo RepórterMT, a criança foi atingida na cabeça enquanto brincava de guerra de travesseiros com o irmão, de 15 anos, dentro da casa da família, no bairro Jardim Araguaia.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Em depoimento à polícia, o adolescente disse que estava brincando com a menina em um dos quartos e que, ao tentar pegar um travesseiro que havia caído próximo à espingarda, que estava encostada no canto da parede, a arma caiu e disparou, atingindo a cabeça da menina.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas apenas constatou a morte da criança no local.

Narra o boletim de ocorrência que o padrasto da menina informou que a espingarda pertence a um irmão dele, que teria se mudado para o Maranhão, deixando a arma na casa dele.

LEIA MAIS: Arma carregada cai no chão, dispara e mata criança de 10 anos em Sinop

LEIA MAIS: Irmão diz que espingarda caiu durante guerra de travesseiros e matou menina de 10 anos em Sinop

O homem afirmou que o armamento seria retirado por uma pessoa para quem o irmão teria vendido. Ele declarou também que não sabia que a arma estava municiada e afirmou que não havia manuseado o armamento.

Em decisão proferida nesta sexta-feira (16), o juiz Walter Tomaz da Costa homologou a prisão em flagrante.

Na mesma decisão, o magistrado também confirmou a regularidade da fiança e determinou que o valor fosse depositado em conta judicial vinculada ao caso.

“Por oportuno, foi aplicada corretamente a fiança, a qual foi recolhida, sendo que o flagranteado foi posto em liberdade, conforme ordem de soltura acostada aos autos”, diz trecho da decisão.

Agora, a Justiça aguarda o encaminhamento do inquérito policial, conduzido pela Polícia Civil para esclarecer o caso, dentro do prazo legal para eventual responsabilização criminal do padrasto da vítima.

Comente esta notícia