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13 de Novembro de 2016, 11h:24 - A | A

POLÍCIA / "ESCRITÓRIO DO CRIME"

Falsificadores de documentos são presos e Polícia fecha fábrica na Capital

"Escritório do crime", como foi chamado pelos policiais civis que fizeram a investigação, funcionava em uma casa discreta no bairro Altos da Serra I.

DA REDAÇÃO



Uma vasta quantidade de documentos falsificados foi descoberta em uma casa, que funcionava como um verdadeiro “escritório do crime”. O flagrante foi feito na tarde de sexta-feira (11), pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), no bairro Altos da Serra I, que culminou na prisão de seis pessoas.   

O dono do escritório é o principal falsificador de documentos usados para esquentar veículos da região metropolitana e municípios da Baixada Cuiabana. Anselmo  Lopes de Souza, 35, que já tinha passagem pelo crime, há dois meses era investigado. Ele contava com um forte aparato para forjar documentos. “Pelo que apuramos somente ele faz esses documentos com qualidade aqui na região. É uma quadrilha muito forte que conseguimos desarticular”, disse o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.

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Outras cinco pessoas foram conduzidas à delegacia. São elas: Gonçalo Flores Leite, 32, Fabiano Celso da Silva, 36, José Umberto da Silva, Fernando Augusto Dias de Arruda, Neiry da Silva Junior. Todos vão responder pelos crimes de falsificação de documento, uso de documento falso, associação criminosa e estelionato.

A quadrilha tinha acesso a banco de dados de pessoas, por meio de hacker de São Paulo, que recebia pagamento mensal para repassar as informações cadastrais.

O endereço do “escritório” é uma casa discreta, de aparência comum, em área residencial do bairro Altos da Serra I. No local, os policiais encontraram, em um dos cômodos, a fábrica de documentos falsos, com todas as ferramentas necessárias, como computador com programa e impressora de alta qualidade, agulhas, estiletes, tintas para colher impressões digitais e confeccionar as cédulas falsas de documentos de veículos e outros, que eram solicitados por "clientes" que atuam no mundo do crime.

A quadrilha tinha também acesso a banco de dados de pessoas, por meio de hacker de São Paulo, que recebia pagamento mensal para repassar as informações cadastrais.

Diversas carteiras de identidades já prontas, documentos de veículos e papel para novas impressões foram encontrados, assim como talões de cheques, cartões, fotografias 3/4, cartões de bancos, cartões de loja, cartões de alimentação, chips de operadoras,  RG's, carteiras de estudante, títulos de eleitor,  carteiras de trabalho, carteira da Ordem dos Advogados, notas fiscais diversas, passaporte, rolo de papel de conta de água, cartão do SUS, entre outros materiais que serão periciados.

De acordo com as investigações, além da falsificação de documentos de veículos, o grupo criminoso também forjava contas de água para serem usadas como comprovantes falsos de endereços e até códigos de barras de boletos bancários, para aplicação de golpes.

Segundo o preso Ancelmo, as fotografias 3/4 eram usadas nas falsificações documentais e os chips para cadastrar linhas pré-pagas em nome de terceiros, as quais eram usadas pela quadrilha com telefones descartáveis.

De acordo com as investigações, além da falsificação de documentos de veículos, o grupo criminoso também forjava contas de água para serem usadas como comprovantes falsos de endereços e até códigos de barras de boletos bancários, para aplicação de golpes.

O papel usado na confecção dos documentos de veículos e CNHs, segundo as apurações, é original. São documentos já expedidos pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e outros órgãos, roubados ou furtados, ou ainda sem validades, os quais a quadrilha receptava e depois submetia a lavagem química e novamente era utilizado na reimpressão de dados falsos. "Muitos dos documentos foram encontrados já adulterados e lavados quimicamente", explicou o delegado.

Álbum de fotos

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