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Prefeito Emanuel Pinheiro diz que o Estado é responsável pela segurança permanente nas unidades de saúde.
CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), afirmou que a Segurança Pública é de responsabilidade do Governo do Estado, portanto ele não tem como garantir a permanência de militares nas unidades de saúde, o que segundo ele teria evitado a tentativa de resgate de um preso na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, que resultou em cinco pessoas feridas, devido ao tiroteio na terça-feira (13). O Estado defende que o Município custeie a guarda patrimonial permanente.
“A Segurança Pública não é uma responsabilidade do município, então eu não tenho como exigir ou convocar uma guarnição da Polícia Militar que não está sob meu comando para estabelecer a segurança do local”, falou Emanuel.
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Em contrapartida o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Gustavo Garcia, disse que o Estado oferece o serviço preventivo, feito pela Polícia Militar (PM), com rondas no entorno de unidades hospitalares, escolas e prédios públicos. Ainda segundo ele, a segurança permanente do local deve ser por conta da Prefeitura. O Estado permite que policiais em dias de folga prestem serviços ao Município.
“Existe um termo de cooperação entre a Prefeitura Municipal, a Polícia Militar e a Secretaria de Saúde, pois a segurança patrimonial destas unidades deve ser feita por uma guarda municipal”, explicou o secretário.
O prefeito esclareceu que o Município não tem condições de arcar com este custo e que, por enquanto, somente o Pronto-Socorro Municipal possui segurança 24 horas.
“Com muito esforço estamos mantendo a segurança permanente no Pronto Socorro, com a jornada de policiais que estão de folga, mas não temos como fazer isso em todas as unidades. Em breve teremos duas novas UPAs”, disse o prefeito.
Gustavo aponta que a Sesp dispõe de duas viaturas da PM para circular permanentemente na região da UPA e os trabalhos de investigações também serão conduzidos pelo Estado, por meio da Polícia Judiciária Civil (PJC). Já a guarda patrimonial deve ser por conta da Prefeitura.
“Isso depende da disponibilidade técnica e orçamentária do Município. Além disso, é um serviço voluntário, portanto os policiais têm que se disponibilizar para isso, eu não posso tirar um policial da ronda na rua para ficar o tempo todo na unidade de saúde”, afirmou o secretário.
Gustavo Garcia disse que vai se reunir com o secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT), Fausto José Freitas da Silva, e com o prefeito Emanuel Pinheiro para tentarem alinhar as questões de segurança de unidades de saúde. Além disso, forças policiais estão mobilizadas para elucidar os fatos e dar uma reposta à população.
“Nós colocamos prioridade neste caso, porque o fato é muito grave. Diante da gravidade, vamos fazer o possível para apurar as circunstâncias e elucidar este crime” concluiu o secretário.
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