CAMILLA ZENI
DAFFINY DELGADO
A empresária Ana Cláudia Flor, de 37 anos, chamou a atenção da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Cuiabá com seu comportamento estranho após a morte do marido, Toni Flor. O então empresário foi executado a tiros na porta de uma academia, em agosto de 2020. De acordo com a Polícia Civil, Ana Cláudia é a mandante do crime.
Responsável pelas investigações, o delegado Marcel de Oliveira explicou que algumas atitudes da viúva foram consideradas incomuns para quem havia acabado de perder o marido.
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Em coletiva de imprensa nesta semana, na ocasião da prisão de Ana Cláudia, no dia 19 de agosto, Marcel relatou que a acusada comparecia a cada dois meses na delegacia, e tentava obter informações sobre as investigações da morte do esposo. Uma das perguntas da mulher teria sido sobre as imagens das câmeras de segurança próximas ao local do crime.
"Ela procurou a polícia desesperada para saber se tínhamos imagens do local. E nós chegamos até o Igor por meio de algumas imagens. Então, esse tipo de conduta não é comum", revelou o delegado, mencionando o homem contratado para a execução. Trata-se de Igor Espinosa, que foi preso pela Polícia Civil no dia 10 de agosto. Na ocasião, Ana Cláudia compareceu na delegacia com outros familiares para vê-lo ser preso.
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Segundo o delegado, no dia da prisão do assassino, Ana Cláudia fez outra pergunta incomum: "Ela veio a delegacia e perguntou se somente com a confissão do Igor seria possível condenar alguém. Essa conduta causou estranheza, não o que se espera de uma mulher que perdeu o marido. A conduta dela foi de defesa do criminoso”, afirmou.
Oliveira destacou que, desde o início das investigações, Ana Cláudia já era suspeita de ser a mandante do crime. Por isso, algumas informações foram omitidas da viúva.
Quem também afirmou desconfiar de Ana Cláudia foi a sogra, mãe do empresário Toni Flor, Leonice da Silva Flor, de 68 anos.
A mulher esteve na delegacia no dia da prisão de Igor e clamou por respostas ao assassino. Entretanto, à imprensa, ela afirmou que já desconfiava da nora. Ela informou, também, que vai solicitar à justiça para ficar com a guarda das três netas.
“Eu já desconfiava que ela pudesse ter participação, mas não quero falar sobre isso, não. Eu não estou muito boa, minha pressão está alta. A Ana Cláudia já mandou a advogada ir lá pegar os documentos e as crianças. Eu quero a guarda das minhas netas. Se ela eu quero a guarda das crianças", declarou.
Ana Cláudia, porém, nega ser a mandante do crime.
Acompanhe todos os detalhes sobre o assassinato do empresário Toni Flor aqui.


















