ANA ADÉLIA JÁCOMO
VINÍCIUS ANTÔNIO
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que boa parte da população que apoia os nomes da direita e o projeto do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), acaba escondendo o voto por medo de represálias e coações, citando desde a influência de facções criminosas até a pressão exercida por professores e ambientes universitários para que votem no presidente Lula (PT).
Segundo o prefeito, o desejo de mudança e a rejeição ao projeto do governo federal fazem com que cidadãos adotem uma postura de cautela no dia a dia, fingindo simpatia pelas pautas governistas apenas para se protegerem de perseguições. A fala ocorreu durante lançamento da Casa 22 nessa terça-feira (13), espaço que passa a funcionar na capital mato-grossense como comitê central de apoio a Flávio Bolsonaro.
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"O que tem de bolsonarista mentindo para faccionado dizendo vai votar no Lula, mas não vai. Vai votar na direita porque quer se ver livre da esquerda, quer se ver livre do PT, quer se ver livre dessa opressão maligna que o PT representa. Então, tem muita gente na direita, muito eleitor, aluno de sala de aula, que mente para o professor na escola falando que vai votar no Lula só para o professor não tirar ponto na nota, só para o professor não reprovar."
Abilio argumentou que a perseguição se estende para além do ambiente escolar, atingindo também o ensino superior público, onde estudantes precisariam simular apoio à esquerda para evitar prejuízos acadêmicos.
"Mente na universidade federal falando que é do Lula, faz até o L, finge, só para o professor da universidade federal não tirar ponto, para o cara não tomar nota baixa."
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Para o prefeito, apesar do cenário de pressões relatado, a força do voto popular nas urnas acaba rompendo as barreiras e revelando o verdadeiro sentimento da maioria da população contra o modelo político atual.
A inauguração da Casa 22 em Cuiabá marca a largada oficial da mobilização de cabos eleitorais, lideranças locais e militantes alinhados ao PL em Mato Grosso, que buscam intensificar o corpo a corpo e a circulação de propostas conservadoras nesta fase final da corrida ao Palácio do Planalto.
Flávio disputa o segundo turno em 25 de outubro contra o presidente Lula (PT), que busca a reeleição.
Veja o vídeo:


















