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18 de Outubro de 2026, 07h:50 - A | A

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Forbes inclui sete mulheres de Mato Grosso entre as 100 mais poderosas do agro

Lista reúne empresárias, pecuaristas e lideranças indígenas que influenciam negócios, produção rural e projetos sociais

Reprodução

As mato-grossenses Belisa Souza Maggi, Carmen Perez, Geni Caline Schenkel, Maria Cecília Zenezokemaero, Mônica Marchett, Natália Martins e Neiriane Taerik integram a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro

As mato-grossenses Belisa Souza Maggi, Carmen Perez, Geni Caline Schenkel, Maria Cecília Zenezokemaero, Mônica Marchett, Natália Martins e Neiriane Taerik integram a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



Sete mulheres com atuação em Mato Grosso foram incluídas na segunda edição da lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, publicada pela Forbes Agro na quinta-feira (15). O levantamento reconhece lideranças que influenciam decisões, movimentam negócios e contribuem para transformar o agronegócio brasileiro.

Entre as selecionadas estão Belisa Souza Maggi, presidente da Fundação Amaggi; Carmen Perez, pecuarista e referência em bem-estar animal; Geni Caline Schenkel, fundadora do Movimento Agroligadas; a engenheira agrônoma indígena Maria Cecília Zenezokemaero; a empresária rural Mônica Marchett; a pecuarista Natália Martins; e Neiriane Taerik, liderança indígena de Brasnorte.

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Para escolher as integrantes, a Forbes avaliou três aspectos: poder de decisão sobre recursos e negócios, impacto na atividade produtiva e capacidade de influenciar e mobilizar outras pessoas.

Belisa Souza Maggi ocupa a presidência da Fundação Amaggi, braço social do grupo empresarial da família. Neta dos fundadores André e Lucia Maggi, ela também é acionista do conglomerado e sócia-administradora da Agropecuária Pirapora. Criada em 1997, em Sapezal, a fundação desenvolve projetos sociais em municípios onde o grupo atua.

Na pecuária, Carmen Perez ganhou destaque pelo trabalho com manejo animal e gestão de equipes na Fazenda Orvalho das Flores, em Araguaiana. Ela criou o curso Rebanho de Valor para compartilhar práticas que buscam melhorar o cuidado com os animais e os resultados das propriedades. Seu trabalho também chegou ao audiovisual, com o projeto “Quando Ouvi a Voz da Terra”, transformado em documentário e websérie.

Já Geni Caline Schenkel fundou o Movimento Agroligadas em 2018, em Campo Verde, com a proposta de aproximar o agronegócio da população urbana. A iniciativa começou com um grupo de mulheres e cresceu até reunir cerca de 3 mil participantes em 100 cidades de 24 estados. Segundo os dados apresentados pela Forbes, o movimento tem impacto estimado em mais de 2 milhões de pessoas.

A lista também reconhece a trajetória de Maria Cecília Zenezokemaero, integrante do povo indígena Haliti-Paresi e primeira mulher de sua aldeia a se formar em Engenharia Agronômica. Ela presta assistência técnica a lavouras de algodão e atua na divulgação dos conhecimentos e das práticas agrícolas de sua comunidade, em Campo Novo do Parecis.

O território Paresi reúne produção de soja, milho, feijão e gergelim. De acordo com o perfil publicado pela revista, a comunidade cultiva 17 mil hectares, equivalentes a cerca de 1% de suas terras, e distribui igualmente entre as famílias a renda obtida com a atividade agrícola.

Mônica Marchett, pecuarista e diretora de marketing da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), também aparece na seleção. À frente do Grupo Mônica, ela participou da expansão dos negócios familiares para a pecuária e da adoção da integração lavoura-pecuária-floresta. O grupo mantém atividades em aproximadamente 70 mil hectares no Brasil e na Bolívia e trabalha com cerca de 25 mil bovinos, entre rebanho comercial e animais de genética Nelore de elite.

A nova geração da pecuária mato-grossense é representada por Natália Martins, da Fazenda Camparino, em Cáceres. Integrante da sexta geração de uma família de criadores, ela atua na gestão financeira e comercial da propriedade, que também cria cavalos Quarto de Milha. Após a morte do avô, José Humberto Vilela Martins, em agosto de 2026, Natália passou a divulgar nas redes sociais parte do conhecimento deixado por ele por meio do projeto “Zezão Responde”.

A sétima representante é Neiriane Taerik, de 26 anos, primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, na Terra Indígena Erikpatsa, em Brasnorte. Sua atuação está ligada à organização de mulheres indígenas que trabalham com o beneficiamento da castanha-do-brasil.

O grupo reúne 16 mulheres e integra uma iniciativa de bioeconomia que envolve 12 aldeias. Entre 2024 e 2025, as participantes comercializaram 2,5 toneladas de castanha beneficiada. O projeto Biodiverso, do qual a iniciativa faz parte, tem como meta ampliar a produção, gerar renda para as comunidades e contribuir para a conservação de áreas florestais.

Como a Forbes escolheu as 100 mulheres

Na metodologia da lista, poder está relacionado à capacidade de tomar decisões sobre investimentos, pessoas, produção e estratégias. O impacto considera mudanças provocadas na atividade econômica, como a adoção de tecnologias, a abertura de mercados e a melhoria das cadeias produtivas.

Já a influência é avaliada pela capacidade de mobilizar e orientar outras pessoas, sem depender necessariamente de fama ou grande presença nas redes sociais.

Com perfis que vão da administração de empresas à pesquisa, à pecuária e à organização de comunidades indígenas, as sete representantes de Mato Grosso mostram a diversidade de trajetórias femininas ligadas ao agronegócio no estado.

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