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Leodir Evelásio matou a esposa e foi esfaqueado pelo filho dela, Alderi Junior, qu foi absolvido pela Justiça
VANESSA MORENO
A 1ª Vara Criminal de Várzea Grande absolveu Alderi Junior Pereira Quebim, de 25 anos, acusado de matar o padrasto, Leodir Evelásio de Almeida, de 58 anos, a facadas, após o homem assassinar sua mãe, Genésia Maria Pereira, de 52 anos, com um tiro de espingarda, em dezembro de 2022, no bairro 15 de Maio. A decisão foi proferida na terça-feira (13), após julgamento pelo Tribunal do Júri, que reconheceu a materialidade e a autoria do homicídio, mas votou pela absolvição do réu.
A sentença foi assinada pelo juiz Pierro de Faria Mendes, presidente do Tribunal do Júri. Conforme o documento, os jurados reconheceram que o crime aconteceu e que Alderi foi o autor das facadas, mas decidiram absolvê-lo no terceiro quesito, que submetia a absolvição à votação do Conselho de Sentença.
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"Ante todo o exposto, atento à soberana votação do nobre Conselho de Sentença, que julgou improcedente a presente ação penal, ABSOLVO o acusado ALDERI JUNIOR PEREIRA QUEBIM, qualificado nos autos, conforme inciso V, art. 386 do CPP, assim o fazendo com espeque no art. 492 do CPP", diz trecho da decisão.
O Ministério Público, a defesa e o próprio acusado informaram que não pretendiam recorrer. Com isso, a sentença transitou em julgado, ou seja, tornou-se definitiva.
O caso
O crime aconteceu em 26 de dezembro de 2022. Na ocasião, Leodir matou Genésia com um tiro de espingarda dentro da casa onde o casal morava, no bairro 15 de Maio, em Várzea Grande.
Após atirar contra a companheira, o homem fugiu de bicicleta sem prestar socorro à vítima. Ao chegar à residência e encontrar a mãe morta, Alderi foi atrás do padrasto para se vingar.
O jovem encontrou Leodir em uma rua do bairro Vitória Régia e o golpeou com uma faca, atingindo regiões do tórax, do abdômen e do rosto. O homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas morreu na manhã seguinte.
Após o episódio, Alderi se apresentou espontaneamente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, acompanhado de sua defesa.
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