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28 de Julho de 2026, 10h:43 - A | A

POLÍCIA / ADVOGADO EXECUTADO

Defesa chama coronel apontado como um dos mandantes, de "preso político"; "nunca soube quem é Zampieri"

O coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como responsável pela logística do assassinato do advogado Roberto Zampieri.

Fotos: Josi Dias e Victor Ostetti/ Montagem: RepórterMT

Sarah Quinetti Pironi representa parte da defesa do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.

Sarah Quinetti Pironi representa parte da defesa do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.

KARINE ARRUDA
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A advogada Sarah Quinetti Pironi, que integra a defesa do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, afirmou, na manhã de hoje (28), pouco antes do início do Tribunal do Júri, no Fórum de Cuiabá, que o réu é um preso político e que a inocência dele será comprovada. Etevaldo é apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como responsável pela logística do assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em 5 de dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, na Capital.

"São 2 anos e 8 meses esperando justiça. O coronel é um preso político e eu tenho certeza de que nós vamos provar. Esse é o papel da acusação. O coronel não tem nada a ver com esse crime. Estamos confiantes na inocência do nosso cliente", afirmou a advogada.

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Ainda em conversa com a imprensa, Sarah disse que Etevaldo não conhecia e nunca havia ouvido falar de Roberto Zampieri. Ela ressaltou que ele era amigo do fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, apontado pelo MPMT como mandante do assassinato, mas afirmou que essa relação não tem ligação com o crime.

"O coronel nunca ouviu falar no nome do Zampieri. O coronel nunca soube quem é Zampieri. Ele era amigo, sim, do Aníbal, mas não tem nada a ver com esse crime", reforçou.

Etevaldo é julgado nesta terça-feira juntamente de Antônio Gomes da Silva, executor confesso de Zampieri, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de fornecer a arma utilizada no crime. O trio foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado.

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A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal – Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

Segundo a denúncia do MPMT, Antônio foi o autor dos disparos que mataram Zampieri. Etevaldo é apontado como o responsável por oferecer a recompensa pela execução do crime, que, conforme os autos, seria de R$ 40 mil. Já Hedilerson é acusado de intermediar o contato entre o suposto mandante e o executor.

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De acordo com as investigações, o assassinato do advogado teria sido encomendado pelo casal Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, em razão de uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, avaliada em R$ 100 milhões.

Zampieri atuava como advogado da parte contrária e havia apontado supostas fraudes documentais da família Laurindo. Segundo a investigação, sua atuação coincidiu com o início das derrotas judiciais da família, que perdeu a posse provisória da fazenda.

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A morte de Zampieri desencadeou uma série de investigações, entre elas a apuração sobre um suposto grupo autodenominado Comando C4 ("Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos"), investigado por praticar espionagem e homicídios sob encomenda. Conforme a Polícia Federal, o coronel Caçadini seria o líder da organização.

Além disso, o assassinato do advogado deu origem à Operação Sisamnes, deflagrada para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A investigação resultou no afastamento de desembargadores e apura possíveis envolvimentos de juízes e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Veja vídeo:

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