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Roberto Zampieri foi assassinado a tiros na noite de 5 de dezembro de 2023, em frente ao próprio escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreu da decisão que negou a prisão preventiva de três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri e pediu que a medida seja decretada pelo Tribunal de Justiça. O recurso foi apresentado após a juíza da 12ª Vara Criminal de Cuiabá indeferir os pedidos de prisão de Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, mantendo apenas as medidas cautelares impostas anteriormente.
Na decisão questionada pelo Ministério Público, a magistrada entendeu que não havia fato novo que justificasse o agravamento das medidas cautelares já determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de considerar que a gravidade dos fatos, por si só, não autorizaria a prisão preventiva. Diante disso, os promotores Samuel Frungilo, Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos interpuseram recurso em sentido estrito, pedindo a reforma da decisão e, caso isso não ocorra em juízo de retratação, o envio do caso ao TJMT para julgamento.
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Os investigados integram o núcleo de colaboradores da organização criminosa, conforme denúncia já aceita pela Justiça. Segundo o Ministério Público, Peterson, Salézia e Mario Jorge, , além de Gilberto Louzada da Silva que não é citado no recurso, eram responsáveis pelo suporte logístico e operacional do grupo conhecido como Comando C4.
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A denúncia aponta que, após as prisões do coronel reformado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, de Hedilerson Fialho Martins Barbosa e do executor confesso Antônio Gomes da Silva, os colaboradores passaram a atuar para manter um pacto de silêncio e proteger o apontado mandante Aníbal Manoel Laurindo.
Ainda conforme o Ministério Público, Salézia, companheira de Caçadini, e Mario Jorge teriam intermediado negociações para viabilizar pagamentos entre R$ 500 mil e R$ 750 mil, com o objetivo de impedir que os presos revelassem a participação do suposto mandante.
Na mesma ação penal, a Justiça recebeu a denúncia contra nove acusados de participação no homicídio e decretou a prisão preventiva de Elenice Ballarotti Laurindo, apontada como uma das mandantes do crime. No entanto, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli suspendeu posteriormente o mandado de prisão.
O crime
Roberto Zampieri foi assassinado a tiros na noite de 5 de dezembro de 2023, em frente ao próprio escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi cometido por um grupo criminoso estruturado em quatro núcleos. O primeiro seria formado pelos supostos mandantes, Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, que teriam encomendado a morte do advogado em razão de uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, avaliada em R$ 100 milhões.
O segundo núcleo seria o operacional e intermediário, liderado por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como responsável por organizar a logística da execução e comandar o grupo especializado em homicídios por encomenda. Também integraria esse núcleo Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar a ação entre Caçadini e o executor.
O terceiro núcleo seria formado por Antônio Gomes da Silva, que confessou ter executado Zampieri após receber R$ 20 mil antes do crime e a promessa de outros R$ 20 mil depois da execução.
Já o quarto núcleo reúne Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, apontados como responsáveis pelo apoio logístico e operacional ao grupo criminoso.













