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Corpos carbonizados foram encaminhados para a diretoria metropolitana para coleta de DNA de familiares.
DO REPÓRTERMT
A negociação de compra do Cessna 402 que caiu em Água Boa (a 736 km de Cuiabá) no último dia 10 de setembro, deixando três mortos, sendo dois paraguaias e um brasileiro, integra as investigações conduzidas pela Polícia Civil, que apura a possível utilização da aeronave no tráfico internacional de drogas. O acidente resultou na morte de três ocupantes.
As diligências realizadas pela Delegacia de Água Boa revelaram que o histórico do bimotor mostra que existiu uma apreensão anterior em um processo criminal por narcotráfico, tendo sido comercializado posteriormente em leilão público promovido pela Justiça.
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Cerca de quatro meses antes da queda, o avião foi adquirido por um novo proprietário que, segundo a apuração, sabia que o veículo aéreo não estava habilitado para operar no Brasil, operando sem matrícula nacional ou certificado de aeronavegabilidade.
Negociação com dinheiro vivo
O levantamento financeiro realizado pelos investigadores apontou que a aeronave foi adquirida por um valor elevado, incompatível com a capacidade financeira declarada do adquirente. O pagamento foi fracionado entre recursos em espécie e a entrega de um veículo de alto padrão.
A verificação do automóvel repassado na transação indicou que ele já esteve registrado em nome de um investigado por tráfico internacional de entorpecentes. Além disso, a polícia constatou que um dos ocupantes do voo possuía pendências judiciais em seu país de origem e restrição legal para deixar o território nacional.
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O trabalho policial identificou preliminarmente os três mortos no acidente como sendo um cidadão brasileiro e dois paraguaios. A partir da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque e do rastreamento de itinerários, os agentes localizaram familiares que auxiliaram no reconhecimento, embora a confirmação técnica definitiva dependa dos laudos da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica).
Reprodução
Vítimas de queda de avião em Água Boa são um brasileiro e dois paraguaios.
A apuração indica que a aeronave decolou de Goiânia (GO) de forma clandestina, sem emissão de plano de voo ou autorização das autoridades competentes. A rota traçada aponta para países vizinhos, tendo a Venezuela como provável destino final, hipótese corroborada por relatos de parentes, que afirmaram ter sido informados por um dos passageiros sobre a viagem ao exterior.
O inquérito está em fase final, aguardando a conclusão dos laudos periciais para o completo esclarecimento das circunstâncias que envolveram o voo e a operação.













