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22 de Outubro de 2026

28 de Maio de 2025, 15h:05 - A | A

POLÍCIA / INVESTIGAÇÃO DA PF

Advogado morto em Cuiabá sacou R$ 8,2 milhões para comprar sentenças

A investigação sobre venda de decisões teve início no fim do ano passado, depois que o CNJ identificou mensagens no celular de Zampieri.

Reprodução

Roberto Zampieri foi assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Roberto Zampieri foi assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá.

DO REPÓRTER MT



O advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, em Cuiabá, sacou R$ 8,2 milhões em espécie, entre setembro de 2019 e março de 2022, para comprar decisões judiciais de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Segundo informações do Portal UOL, a entrega de dinheiro a funcionários do STJ e de Tribunais de Justiça era um dos métodos de Zampieri e o parceiro, lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, para não serem descobertos.

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A investigação teve início no fim do ano passado, depois que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificou mensagens no celular de Zampieri que indicavam o acesso antecipado a minutas de decisões do STJ. A partir disso, a PF passou a investigar suspeitas de que assessores dos ministros passavam informações sigilosas para o advogado e Andreson.

A Polícia Federal conseguiu extrair novos diálogos do celular de Zampieri que apontaram novas suspeitas. Em uma conversa inédita, ele diz a um interlocutor ter transportado uma "encomenda" para entregar a um chefe de gabinete de um ministro, ainda não identificado. Essa seria uma referência à entrega de dinheiro em espécie.

Em outra conversa, Zampieri diz a um interlocutor que o procura para tratar de um processo no STJ: "Vocês têm que preparar uns R$ 20 milhões pra investir lá em cima, e aí resolve. Caso contrário é perigoso".

Boletos falsos

A investigação da Polícia Federal revelou que há suspeitas de que Zampieri e Andreson geravam boletos falsos, com objetivo de dissimular pagamentos de propina, e aliavam esse método a uma compensação financeira de cartões de crédito por meio de faturas falsas.

A PF tenta rastrear se essas operações financeiras coincidem com o pagamento de despesas pessoais por assessores do STJ que estão na mira das investigações.

Operação

Cinco pessoas foram presas durante a 7ª fase da Operação Sisamnes, deflagrada nesta quarta-feira (28), pela Polícia Federal.

Os detidos são Aníbal Manoel Laurindo, Luiz Caçadini, Antônio Gomes da Silva, Hedileverson Barbosa e Gilberto Louzada da Silva.

Segundo as investigações, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o executor. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa como intermediário e dono da arma utilizada e o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo, apontado como o mandante.

A participação de Gilberto Louzada ainda é investigada.

LEIA MAIS: Veja quem são os presos em operação da PF que investiga morte de advogado

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Marco 28/05/2025

Lá na minha terra(SC) dizem que \" merda quanto mais mexe mais fede\". É isso aí fico contente que esta investigação esteja progredindo.

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1 comentários