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20 de Dezembro de 2017, 07h:00 - A | A

PODERES / DÍZIMO PARTIDÁRIO

Valtenir cobra R$ 230 mil de deputados que querem deixar o PSB

O Estatuto do PSB determina que ocupantes de cargos eletivos e comissionados, indicados pelo partido, repassem 10% dos salários à legenda.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB) revelou que está tentando um acordo com o presidente estadual do PSB, o deputado federal Valtenir Pereira, para deixar a sigla e migrar para o DEM. Segundo ele, Valtenir cobra uma dívida relativa ao dízimo partidário para permitir que deputados estaduais deixem a sigla.

“Eu parei de fazer os pagamentos quando o Valtenir assumiu, então minha dívida é pequena. Mas ele quer que paguemos para nos liberar para mudar de partido, porque tem alguns deputados devendo uma fortuna".

O Estatuto do PSB determina que ocupantes de cargos eletivos e comissionados, indicados pelo partido, repassem 10% dos salários à legenda. No caso dos deputados estaduais, o valor a ser repassado é de R$ 2,5 mil, uma vez que o salário dos parlamentares é de R$ 25 mil.

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Botelho disse que vinha fazendo os repasses do dízimo até a destituição do deputado federal Fabio Garcia da presidência estadual pela Direção Nacional, em abril.

"Valtenir assumiu agora e quer receber. Que vá cobrar na Justiça. Senão, não vai me tomar dinheiro”, declarou o deputado Mauro Savi.

“Eu parei de fazer os pagamentos quando o Valtenir assumiu, então minha dívida é pequena. Mas ele quer que paguemos para nos liberar para mudar de partido, porque tem alguns deputados devendo uma fortuna. Estou negociando e acho que até janeiro devo ter essa liberação”, comentou o deputado.

A dívida de todos os parlamentares dissidentes seria de R$ 230 mil com o PSB. O dízimo devido por Botelho seria de R$ 17 mil.

“Não acho errado cobrar, já que a nova direção ficou com os compromisso financeiros da anterior”, disse o presidente do Legislativo estadual.

Por outro lado, o deputado estadual Mauro Savi (PSB) pontuou que a cobrança seria absurda, uma vez que em outros partidos o dízimo é voluntário.

“Não existia essa prática com Fabinho [Fábio Garcia]. Valtenir assumiu agora e quer receber. Que vá cobrar na Justiça. Senão, não vai me tomar dinheiro”, declarou.

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