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O governador Pedro Taques enviou ofício à Assembleia Legislativa comunicando que não auxiliará financeiramente festas de Carnaval nos municípios do Estado, através de emendas parlamentares.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) negou a existência de qualquer crise com os deputados estaduais da base aliada. A tensão entre Executivo e Legislativo estaduais ficou demonstrada com a ausência dos parlamentares na posse de dois secretários de Estado, nesta quinta-feira (18).
Para Taques, no entanto, as ausências ocorreram por motivo de viagens dos deputados.
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"Eu falei com dez deputados hoje. O [Eduardo] Botelho está no Rio de Janeiro, de férias, outros estão no interior. Não existe nada de boicote”, disse ele.
Na última terça-feira (16), 16 deputados estaduais, sendo 11 da base aliada, assinaram a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostos desvios de recursos do Fundo da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) que teriam sido praticados pelo Executivo estadual, chamados de “pedaladas fiscais”.
"Eu falei com dez deputados hoje. O [Eduardo] Botelho está no Rio de Janeiro, de férias, outros estão no interior. Não existe nada de boicote”, disse ele.
Os parlamentares argumentam que a criação da CPI se deu porque o Executivo teria supostamente cometido crime de apropriação indébita, já que utilizou recursos dos fundos para outros fins, como pagamento de salários dos servidores e outras despesas.
No dia seguinte, Taques enviou ofício à Assembleia Legislativa comunicando que não auxiliará financeiramente festas de Carnaval nos municípios do Estado, através de emendas parlamentares. Segundo ele, o corte das emendas não foi uma retaliação à CPI, e sim porque a crise financeira o força a priorizar recursos para outras despesas.
“Nem um pouco. Estamos em um momento de crise. Eu gosto de Carnaval. Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Mas, neste momento, precisamos priorizar Saúde”, pontuou.
A medida foi vista com bastante antipatia pelos deputados, que devem recorrer à Justiça contra a imposição do governador.
Mesmo diante da ausência dos parlamentares em solenidade no Palácio Paiaguás, Taques negou qualquer crise na base aliada.
“A base não precisa ser recomposta, porque a base está unida conosco. A CPI é um direito do Poder Legislativo. Eu sou favorável à CPI. Tanto que o líder [Dilmar Dal’Bosco (DEM)] me ligou e eu o liberei para assinar a CPI. Quem não tem nada a temer não precisa ficar com medo de CPI”, declarou.














