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O chefe da Casa Civil, Max Russi, declarou que as dificuldades financeiras pelas quais passa o Estado, são frutos de dívidas de todo Mato Grosso.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O secretário da Casa Civil, Max Russi (PSB) afirmou que o Governo tem pago as emendas parlamentares conforme o fluxo de caixa do Estado, e por isso, espera que os deputados estaduais apoiem a criação do Fundo de Estabilização Fiscal, proposto pelo governador Pedro Taques (PSDB).
"Os deputados estão entendendo e dentro do fluxo de caixa, diariamente, as emendas estão sendo pagas, em torno de R$ 800 mil a R$ 1 milhão por dia”, disse o secretário.
“Não vemos dificuldade para a aprovação do fundo na Assembleia, porque as emendas estão sendo pagas. Lógico que não da forma como o Governo gostaria de pagar, não da forma como os deputados gostariam de receber. Isso causa uma dificuldade, mas os deputados estão entendendo e dentro do fluxo de caixa, diariamente, as emendas estão sendo pagas, em torno de R$ 800 mil a R$ 1 milhão por dia”, disse o secretário, na sexta-feira (9).
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Segundo Russi, todos os poderes também deverão “contribuir” com o novo fundo. Pela proposta de Taques, haverá contingenciamento dos duodécimos para que sejam repassados ao fundo. Além disso, será permitida a utilização de recursos carimbados para cobrir outras despesas.
“Parece que ele quer tirar mais dinheiro dos poderes, mas já tem R$ 500 milhões na mão do Governo, de repasses atrasados de 2017 e 2018”, comentou Botelho, no início da semana.
Os valores ainda não foram definidos, mas os poderes já pontuam o descontentamento com a proposta do Executivo. O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), disse ter sido pego de surpresa.
“Parece que ele quer tirar mais dinheiro dos poderes, mas já tem R$ 500 milhões na mão do Governo, de repasses atrasados de 2017 e 2018”, comentou Botelho, no início da semana.
O chefe da Casa Civil declarou que as dificuldades financeiras porque passa o Estado, são frutos de dívidas de todo Mato Grosso. O Governo paga empréstimos referentes às obras da Copa do Mundo de 2014 e no mês de março terá que quitar uma parcela de cerca de R$ 120 milhões da dívida dolarizada.
“Estamos conversando com todos os poderes, pois o problema não é só do Executivo, é de todos. O Executivo está cortando custeio e vai fazer mais cortes ainda, por isso, acredito que é possível esse pacto, entre todos os poderes, que darão cada um sua contribuição”, disse Max Russi.
Ele ainda explicou que no primeiro semestre de 2017, o Estado sofreu com a baixa arrecadação e que uma das medidas adotadas foi intensificar o combate à sonegação de impostos.
“Perdemos mais de R$ 700 milhões, no ano passado, de receita no primeiro semestre, que não aconteceram. Então estamos indo em cima dos sonegadores, para incrementar as receitas, e foi esse trabalho que deu condições, inclusive, de pagar a folha no dia de hoje [sexta-feira]”, pontuou o secretário.
Ainda de acordo com Russi, o fundo proporcionará o equilíbrio fiscal em curto prazo, que deverá ser complementado com o congelamento das despesas dos poderes pelos próximos cinco anos, através da Emenda Constitucional do Teto de Gastos.














