CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O Governo do Estado não vê com preocupação a movimentação de deputados estaduais da base aliada ao governador Pedro Taques (PSDB) na composição de um bloco independente na Assembleia Legislativa. O bloco seria formado por 16 parlamentares de situação e de oposição ao Executivo.
“A Assembleia Legislativa é livre, tem independência, nós respeitamos os deputados e ponto”, limitou-se a dizer o governador.
“A Assembleia Legislativa é livre, tem independência, nós respeitamos os deputados e ponto”, limitou-se a dizer o governador.
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Por outro lado, o secretário da Casa Civil, Max Russi (PSB), reconheceu o descontentamento de deputados da base aliada devido ao não pagamento das emendas parlamentares de 2017, nem ao cumprimento do acordo firmado para utilização de R$ 50 milhões do Fundo de Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) nas indicações.
No entanto, Russi afirmou que a movimentação dos deputados não preocupa o Governo, uma vez que os projetos polêmicos, como a Emenda do Teto de Gastos e a Lei Orçamentária Anual (LOA), já foram aprovados no final do ano passado pela Assembleia.
“Não temos projetos polêmicos para encaminhar à Assembleia esse ano, então mesmo com a formação de um bloco independente com deputados da base, acredito que vá ser um ano bastante tranquilo”, disse o secretário.
“Não temos projetos polêmicos para encaminhar à Assembleia esse ano, então mesmo com a formação de um bloco independente com deputados da base, acredito que vá ser um ano bastante tranquilo”, disse Max Russi.
A discussão em torno de um novo bloco na Assembleia teve início após a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostos desvios de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
Para Russi, a nova formação também não deve atingir a investigação, uma vez que a composição da CPI deverá respeitar os blocos existentes no momento da instalação. Atualmente, os deputados formam dois blocos: o de situação, chamado Bloco Integração, liderado por Dilmar Dal Bosco (DEM), e o da oposição, o Bloco Independente, com liderança de Janaina Riva (PMDB).
“A CPI já foi aberta e os blocos atuais é que deverão ter indicados como membros. Ao menos é isso que consta no Regimento Interno da Assembleia”, comentou Max Russi.
O presidente do Legislativo, Eduardo Botelho (PSB), já determinou que a CPI seja composta por quatro integrantes do Bloco Integração e um do Independente. Entretanto, a intenção dos dissidentes é garantir maioria de oposição a Taques na investigação.
“A oposição ganha muito e vai ‘sangrar’ o Governo com esta CPI. Porém, aqueles que estiveram ao lado do governador nos últimos três anos não terão qualquer vantagem com a investigação. Será desgastante, mas é uma boa investigação”, concluiu Max Russi.















