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08 de Fevereiro de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / CRISE SEM FIM

Gallo diz que Estado precisa criar fundo para pagar salários e gerir hospitais

Na prática, o Fundo de Estabilização Fiscal permitirá que o Executivo utilize recursos de outros fundos, os chamados recursos carimbados, para cobrir os déficits com folha salarial, custeio da máquina pública e duodécimo dos poderes.

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O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo explicou que o “rombo” atual nas contas do Governo é de, aproximadamente, R$ 3 bilhões.

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo explicou que o “rombo” atual nas contas do Governo é de, aproximadamente, R$ 3 bilhões.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo argumentou que caso não seja criado o Fundo de Estabilização Fiscal, os recursos da Fonte 100 estarão comprometidos e o Governo não terá condições de honrar com a folha de pagamento.

"A folha de pagamento gira em torno de R$ 480 a R$ 500 milhões. E não chegamos sequer ao custeio e nem aos investimentos. Não estão sobrando recursos desvinculados para o pagamento da máquina pública e também para os investimentos”, afirmou o secretário.

Na prática, o novo fundo proposto, pelo governador Pedro Taques (PSDB) aos poderes, permitirá que o Executivo utilize recursos de outros fundos, os chamados recursos carimbados, para cobrir os déficits com folha salarial, custeio da máquina pública e duodécimo dos poderes.

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Gallo explicou que o “rombo” atual nas contas do Governo é de, aproximadamente, R$ 3 bilhões, uma vez que o Estado gasta mais do que arrecada nos últimos anos. Para ele, a importância com a criação do fundo é diminuir a “pressão e dar fôlego” sobre a Fonte 100.

"Do modo como estamos caminhando, vamos chegar a um ponto em que hospitais serão fechados e isso nós não podemos concordar”, comentou.

“No mês passado, por exemplo, arrecadou-se R$ 1,2 bilhão. Desse total, parte foi para os municípios e Fundeb [Fundo da Educação Básica]. Sobraram R$ 750 milhões. Desses, R$ 230 milhões foram para os poderes. Outros R$ 70 milhões, para pagamento de dívida. Sobraram R$ 450 milhões. A folha de pagamento gira em torno de R$ 480 a R$ 500 milhões. E não chegamos sequer ao custeio e nem aos investimentos. Não estão sobrando recursos desvinculados para o pagamento da máquina pública e também para os investimentos”, afirmou o secretário.

Segundo ele, a proposta do governador é “criar um pacto por Mato Grosso” em que todos os setores deem uma contribuição, dos poderes, aos produtores e servidores. Caso contrário, o “prejuízo social” afetará toda a população.

“É um diálogo com todos os setores para que todos entreguem um pouco para a estabilização do Estado de Mato Grosso e para que nós tenhamos aquilo que realmente importa, que é o lucro social. As pessoas têm que viver melhor. Do modo como estamos caminhando, vamos chegar a um ponto em que hospitais serão fechados e isso nós não podemos concordar”, comentou.

A medida teria duração de, no máximo, dois anos e não seria considerada apropriação indébita de recursos, pois tudo seria feito em um arranjo jurídico entre as instituições.

“É um momento que todos devem se esforçar, principalmente, o Poder Executivo. É importante deixar isso claro: o Poder Executivo vem fazendo o papel de casa, reduzindo o custeio, fazendo com que nós tenhamos mais condições de economizar. Não há solução que não passa pela entrega de parte dos seus direitos para que sejam assegurados no futuro de todos esses setores. Não adianta conquistar direito se o Estado não terá condições de honrá-los, é por isso é relevante essa medida”, defendeu Rogério Gallo.

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Carlos Nunes 08/02/2018

Pois é, com essa turma a vaca das Finanças Públicas acabou no meio do brejo atolada até o pescoço. Agora, procura-se um novo Governador pra retirar a vaca do brejo sem ferrar o povo. Em quem votar pra Governador nas próximas eleições? Quem seria esse herói ou heroína pra conseguir esse milagre? Não deviam ter deixado essa turma afundar Mato Grosso...Quem falhou nisso? Os nobres deputados que falharam pela OMISSÃO? Viram erros mais erros acontecerem, e não fizeram nada pra impedir. Precisamos então RENOVAR a Assembleia, colocando uma nova safra de pessoas que fiscalizem o Executivo, e não fiquem sócios, tudo amiguinho. Sócio, amiguinho, não vê nada, não fiscaliza bulhufas.

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CIDADAO REVOLTADO 08/02/2018

É simples, tem q ENXUGAR A MÁQUINA, reduzir os custos, as despesas, cortar as regalias (carros, moradias, aux Paletó, aux. moradia 13º, acessor para tirar xerox etc....) Enfim - SE ADAPTAR a nova realidade. Não adianta lutar contra, tem q se RE-ADEQUAR.....SIMPLES igual a uma residência.

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alexandre 08/02/2018

Corta os duodécimos, então de 500 milhões, 150 milhões são prós poderes, 350 milhões pra pagar 100 mil pessoas a loa está errada.

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3 comentários