FLÁVIA BORGES
DA REDAÇÃO
Contrariando a decisão da executiva regional do PT, o deputado estadual Allan Kardec afirmou, por meio de nota, que vai permanecer como sub-relator da CPI das Pedaladas, comissão que promete investigar o governador Pedro Taques (PSDB) quanto ao suposto uso irregular de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e do Fundo de Manutenção da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no montante de 230 milhões.
A CPI foi instalada na Assembleia Legislativa e conta, em sua maioria, com membros da base governista, o que provocou a recusa de alguns deputados da base de oposição como, por exemplo, da deputada Janaina Riva (PMDB).
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A Comissão é formada pelo deputado Mauro Savi(PSB), como presidente, o deputado Adriano Silva(PSB) como vice-presidente, Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), como relator, Allan Kardec (PT) como sub-relator e o deputado Guilherme Maluf (PSDB) como membro.
Em reunião nesta quarta-feira (31), a executiva estadual do PT, que tem como membros os deputados Valdir Barranco (estadual) e Ságuas Moraes (federal), alegou que a CPI é governista e viciada, com o propósito único de inocentar Pedro Taques.
“A meu ver, permanecer na Comissão potencializa e muito as condições de investigar a grave denúncia de que recursos desses fundos teriam sido usados em outras atividades, o que não foi explicado por parte do Governo desde as acusações feitas ao longo de 2017 e em especial no mês de dezembro pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM)”, afirmou Kardec.
Em entrevista recente, Barranco tentou minimizar qualquer crise interna, mesmo após Kardec ter se negado a comparecer na reunião dos petistas. A decisão de permanecer como sub-relator, no entanto, pode causar um imbróglio no PT de Mato Grosso, culminando inclusive na saída de Kardec da legenda.
“Como oposição, sabemos que lutamos junto com a minoria no Legislativo; nem por isso deixamos de denunciar, cobrar, fiscalizar e legislar em prol da população do nosso Estado, mesmo que vencidos no plenário. Não abrimos mão do nosso papel fundamental para o equilíbrio do Parlamento. Acredito que nós, deputados de oposição, temos condições de fazer essa investigação mesmo sendo minoria na ALMT. E por fim, qualquer tentativa de manobra tem que ser denunciada, seja onde for”, afirmou o deputado.
















willian 02/02/2018
Ele quer ir contra a decisão do partido para que a executiva expulse ele do PT. Ele queria sair do PT, mas sabe que isso iria queima-lo. Então agora surgiu a oportunidade. Ele é expulso, escolhe outro partido e de quebra, sai como santinho, dizendo que não saiu por vontade própria.
1 comentários