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Exonerações dos cargos administrativos, que os policiais ocupavam na Casa Militar, foram publicadas nesta quarta-feira (26), no Diário Oficial do Estado.
KAMILA ARRUDA
DA REDAÇÃO
A denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual (MPE), contra cinco policiais militares de Mato Grosso por suposto envolvimento no esquema de interceptações telefônicas ilegais, foi o que motivou o governador Pedro Taques (PSDB) a exonerar os coronéis Evandro Lesco e Ronelson Jorge de Barros, além do cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior.
Os atos de exoneração foram publicados no Diário Oficial que circula nesta quarta-feira (26). Os três estão presos por suposto envolvimento no esquema. Desde que foram presos eles estavam afastados dos cargos públicos. Lesco respondia pelo comando da Casa Militar, enquanto Ronelson era seu adjunto. Já o cabo, ocupava o cargo de assessor técnico, também na Casa Militar.
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“Os servidores foram exonerados após serem denunciados formalmente pelo Ministério Público Estadual com base na conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM) determinado pelo governador Pedro Taques”, justifica o Gabinete de Comunicação do Estado.
A resposta do Gabinete de Comunicação, ao
lembra que o governador Pedro Taques ressalta que os policiais ainda não foram condenados.
“Denunciado não é condenado e todos terão direito ao contraditório e ampla defesa”, enfatiza.
Os militares foram denunciados na semana passada, acusados de envolvimento no escândalo das interceptações telefônicas ilegais. Além de Lesco, Ronelson e Gerson, também foram denunciados, assom como o coronel Zaqueu Barbosa e o tenente-coronel Januário Batista.
Eles vão responder pelos crimes de ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação, todos previstos na Legislação Militar. Todos os denunciados encontram-se presos até o momento.
O esquema foi denunciado à Procuradoria Geral da República pelo promotor de Justiça Mauro Zaque. De acordo com ele, membros da Polícia Militar e integrantes do primeiro e segundo escalão do Executivo Estadual estariam se utilizando da máquina para fazer interceptações telefônicas irregulares por meio do sistema conhecido como “barriga de aluguel”.
Entre os grampeados estão adversários políticos, jornalistas, advogados, entre outros. Os números teriam sido incluídos em uma investigação sobre tráfico de drogas no município de Cáceres.














