RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (DEM), não descartou a possibilidade de que a sessão desta terça-feira (16) para votar as contas do Governo referente ao exercício de 2016 seja adiada para fevereiro devido ao pedido de vista da própria base aliada.
A solicitação é uma das estratégias do Palácio Paiaguás para evitar que oposição peça vista do projeto e prolongue ainda mais a análise das contas. No entanto, o próprio líder do Governo afirma que a medida não aumenta a garantia de aprovar o projeto.
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“Nós já pedimos vista da LDO, depois da LOA e eles pedem juntos. Se pedirem vistas vamos aguardar”, observou Dilmar.
Por outro lado, a preocupação do Governo é que o não pagamento das emendas impositivas também possa gerar resultado negativo na aprovação dos números. O executivo, que deveria quitar R$ 140 milhões referente ao ano passado, pagou apenas 10% do valor. Caso a sessão seja adiada, o governador Pedro Taques (PSDB) teria mais tempo para solucionar pelo menos parte das emendas.
Já a oposição argumenta que precisa de mais tempo para analisar os dados.
“Na verdade estamos conversando com os deputados que se alguém pedir vista é direto. As contas do Governo estão desde o dia 22 de junho dentro da Assembleia. A dúvida que tem nela já deveria ter sido vista há meses”, rebateu.
Para o retorno dos trabalhos, o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB), destacou que a votação é importante porque após o “recesso”, que termina no dia 1º de fevereiro, o governador Pedro Taques (PSDB) vai apresentar o projeto que prevê a Reforma Administrativa.
“Essa proposta deve ser apresentada em fevereiro de 2018. Ela deve ser voltada à desburocratização do Estado”, argumentou.
Além disso, Botelho também explicou que em 2017, as 104 sessões plenárias ordinárias e cinco sessões plenárias extraordinárias não foram suficientes para votar estes projetos devido às reuniões deliberativas, pautas de grande impacto social, a exemplo do Projeto de Emenda Constitucional nº 10/2017 (conhecido como PEC do Teto dos Gastos) e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) – PL nº 497/2017 - Mensagem do Executivo nº 84/2017, foram debatidas, alteradas e aprovadas.















