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30 de Novembro de 2013, 08h:57 - A | A

JUDICIÁRIO / FORA DO HORÁRIO

Dirceu e Lamas recebem visitas após Justiça fixar \'tratamento igualitário\'

Dias normais são quartas e quintas; diretor da Papuda alega segurança.

G1

Entrada da Penitenciária da Papuda, em São Sebastião, perto de Brasília

Entrada da Penitenciária da Papuda, em São Sebastião, perto de Brasília

Do G1, em Brasília



Familiares do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-tesoureiro do extinto PL (atual PR) Jacinto Lamas conseguiram entrar nesta sexta-feira (29) na Penitenciária da Papuda fora dos dias normais de visita, mesmo após a Justiça do DF determinar "tratamento igualitário" em relação aos demais presos no local.

A mulher de Lamas, Romi Adriani Poffo, e o padre Patrick Walsh, dos Legionários de Cristo, foram os primeiros visitantes a chegar à Papuda ainda pela manhã. Mais tarde, chegaram quatro pessoas para ver José Dirceu, segundo informou à imprensa um agente penitenciário que trabalha na guarita.


Em geral, as visitas ocorrem às quartas e quintas. Desde que foram presos, no entanto, os condenados no mensalão passaram a receber parentes e parlamentares em outros dias da semana, enquanto famílias de outros presidiários continuavam na fila.

Nesta quinta (28), a pedido do Ministério Público, a Vara de Execuções Penais mandou dar tratamento igual para visitas e alimentação em vista de "insatisfação" e "instabilidade" verificados na penitenciária com o privilégio. No sábado passado (23), a Sesipe - órgão que administra a Papuda ligado à Secretaria de Segurança do DF - decidiu separar as sextas para as visitas dos condenados do mensalão presos no semiaberto por razões de segurança.

Procurada pelo G1 para explicar a nova exceção, mesmo após decisão em sentido contrário da Justiça, a Secretaria de Segurança respondeu em nota que manteve a visita às sextas. "Não há tratamento diferenciado entre os sentenciados da AP 470 [processo do mensalão] e os demais presos que fazem parte da massa carcerária do DF", afirmou a pasta.

À TV Globo, o diretor da Papuda, João Feitosa, disse que os visitantes encontrariam os presos no pátio, como os demais, e negou tratamento especial. Ele reafirmou que a mudança da data se dá por questões de segurança; no sábado, a Secretaria de Segurança afirmou que o objetivo era evitar rebeliões ou sequestros de "famosos" e autoridades.

O diretor Feitosa também disse que visitas com necessidades especiais, como cadeirantes, ou em situações de maior perigo próprio e ao detento, podem visitar presos no pátio da penitenciária no último dia útil da semana.

Ao G1, o Ministério Público informou, via assessoria, que a recomendação foi dada e que, por enquanto, não tomará novas medidas. O G1 não conseguiu contato com a assessora da VEP e do Tribunal de Justiça do DF para comentar o caso.

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