Cuiabá, 09 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
09 de Setembro de 2026

13 de Março de 2017, 18h:09 - A | A

JUDICIÁRIO / PARA EMPRESA FANTASMA

Fabris irá depor sobre desvio de dinheiro da Assembleia por emissão de 123 cheques

Os cheqies teriam sido emitidos para uma empresa fantasma, totalizando R$ 1,5 milhão em valores de 1996

Assessoria

Deputado Gilmar Fabris deve depor no dia 28 de abril, sobre supostos desvios em sua gestão de presidente da Assembleia

Deputado Gilmar Fabris deve depor no dia 28 de abril, sobre supostos desvios em sua gestão de presidente da Assembleia

ALCIONE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO



Quase dois anos depois de garantir, via requerimento judicial, o direito de ser ouvido somente após o fim da instrução de um processo, o deputado Gilmar Fabris (PSD) foi intimado a prestar depoimento no dia 28 de abril, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) sobre supostos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

A determinação é do desembargador Pedro Sakamoto. Os crimes teriam sido praticados através da emissão de 123 cheques destinados à uma empresa fantasma em 1996. Os cheques somam mais de R$ 1,5 milhão.

Riva 7ª Vara 24.02.17

A denúncia aponta que Fabris, enquanto presidente, agiu junto a Riva, 1º secertário

À época, o ex-deputado José Riva (PSD) estava à frente da 1ª Secretaria e ordenava as despesas. Fabris era o presidente do Legislativo. O caso foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) em 2005, originando a ação penal de 2009.

Segundo a denúncia da 23ª Promotoria de Justiça de Defesa do Ministério Público, os 123 cheques de conta corrente da Assembleia Legislativa foram sacados e depositados em nome da empresa Madeireira Paranorte e posteriormente sacados na “boca do caixa” por terceiros. A lista de beneficiados incluía gráficas, rádios, jornais, papelarias, agências de viagens, empresas de táxi aéreo e ainda transporte rodoviário.

As investigações do Ministério Público apontaram que a madeireira,considerada fantasma, era administrada por Agenor Jácomo Clivati, servidor com cargo de confiança na ALMT. O filho de Agenor, Djan da Luz Clivati, também era servidor da Assembleia, e teria a função de sacar o dinheiro da conta corrente da empresa e distribuir entre os integrantes da "empreitada criminosa organizada", segundo denúncia do MPE.

No processo, o Ministério Público requer que todos sejam condenados por improbidade administrativa, percam os cargos públicos e sejam obrigados a ressarcir o erário. Todas as testemunhas arroladas pela defesa de Fabris, bem como as de acusação, já foram ouvidas. Falta apenas o interrogatório do deputado.

Os outros três réus respondem a ação na 7ª Vara Criminal, sob a  condução da juíza Selma Regina Santos.

Outro lado

A assessoria de Gilmar Fabris foi procurada para comentar o caso, informou que o deputado está em viagem e que não conseguiu contato. Em outras ocasiões Fabris já havia dito que não tem ligação direta com os fatos e  foi denunciado porque presidia a ALMT naquele período. 

Comente esta notícia