CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Aos 56 dias de greve na Educação, ainda não há qualquer previsão de quando as aulas na rede estadual de ensino serão retomadas pelos professores e funcionários, que estão mantendo a paralisação mesmo após a maior parte das categorias já ter se retirado do movimento pela revisão geral anual (RGA) há cerca de três semanas. Atualmente, 78% das escolas estão paradas, o que abrange 90% da categoria.
Na próxima quarta-feira (27), haverá protestos locais por todas as partes do estado e no dia 1º de agosto, uma nova manifestação estadual, em Cuiabá.
Com o posicionamento da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) de que todas as reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) já foram atendidas e, portanto, a negociação chegado ao limite, a categoria agora aposta suas fichas em uma reunião proposta pelo promotor de justiça Henrique Schneider para conseguir avançar nas pautas e, assim, convocar as bases para votar um possível retorno ao trabalho. A reunião irá ocorrer nesta terça-feira (26), às 14 horas, na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. Tanto o Sintep quanto o secretário de Educação, Marco Marrafon, já confirmaram presença.
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De acordo com o Sintep, em uma reunião com o promotor, foi sugerido que um consenso deve existir pelo menos na questão salarial. Enquanto os profissionais da Educação exigem o pagamento integral da RGA em 11,28% além do reajuste de 7% referente à lei de carreira, a Seduc de fato, somente garantiu os pagamento dos 7%, uma vez que a primeira parcela da RGA (2%) só será paga em setembro. A cobrança pela RGA integral chegou até o STF e deve receber uma decisão da ministra Rosa Weber a qualquer momento (saiba mais).
Assessoria
Promotor Henrique Schneider (em pé de camiseta branca) recebeu representantes do Sintep na sexta-feira (22) e deve mediar negociação com Seduc nesta terça (26).
Outro ponto que ainda não chegou a um consenso é referente às parcerias público-privadas. Enquanto as entidades de trabalhadores e estudantes exigem a suspensão do edital lançado pela MT PAR e realização da Conferência Estadual da Educação para debater o assunto, a Seduc afirma que já realizou as mudanças necessárias no projeto, que ficou limitado aos serviços não-pedagógicos. Novas mudanças seriam divulgadas somente após o fim da greve, conforme divulgado pela pasta.
Enquanto a greve não acaba, já existe uma agenda pré-estabelecida para o caso de não haver avanços nas negociações com a Seduc. Na próxima quarta-feira (27), haverá protestos locais por todas as partes do estado e no dia 1º de agosto, uma nova manifestação estadual, em Cuiabá.
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25/07/2016
Tenho um filho que está sofrendo com essa greve, porém apoio os professionais da educação nas escolas falta tudo! Cadeiras, meses, DVD, internet, xerox, impressora, papel higiênico, Tudo de péssima qualidade os profissionais da educação trabalham tirando dinheiro do seu bolso para ajudar na educação destas crianças. Devíamos todos lutar juntos por uma educação de qualidade . Parabéns a estes que lutam pelos nossos filhos . Estou com vcs Professores
Suellen 25/07/2016
Os profissionais estão de greve, porém os pais desinformados nem sabe o por que. Como assim direito de estudar? Será que conhecem a escola que o próprio filho estuda? Por que a maioria das escolas não estão totalmente preparadas para oferecer um ensino digno, este que é bem pago com o nosso próprio suor quando pagamos nossos impostos...Os profissionais não querem só aumento, não é só dinheiro no bolso deles. É ter uma escola digna para receber seu filho, ate mesmo abrir mais escolas e ter um professor efetivo...Acorda país e mães seus filhos vão ter filhos...Que escola querem ter pra eles? Antes de falar ou escrever tentem pelo menos saber o que acontecem realmente dentro da escola do seu filho...Já que a escola é pública direito seu de ir e vir!!!!
matheus 25/07/2016
É preciso mencionar que a greve não é dos professores, e sim da educação, e que envolve toda a comunidade escolar : país, alunos, técnicos, diretores, professores e etc. O governo tenta a todo momento colocar a sociedade mato grossense contra o movimento, mas o seu discurso é frágil, facilmente descontruído ! Todas as conquistas da categoria, são frutos de lutas históricas; como a que ocorreu em 2013! Apoio plenamente o movimento! Avante guerreiros!
Patricia 25/07/2016
Tenho um filho que está sofrendo com essa greve, porém apoio os professionais da educação nas escolas falta tudo! Cadeiras, meses, DVD, internet, xerox, impressora, papel higiênico, Tudo de péssima qualidade os profissionais da educação trabalham tirando dinheiro do seu bolso para ajudar na educação destas crianças. Devíamos todos lutar juntos por uma educação de qualidade . Parabéns a estes que lutam pelos nossos filhos . Estou com vcs Professores
Barbara Cristina 25/07/2016
Eu acho que essa greve já deu o que tinha que dar. Devemos lutar pelo nossos direitos, ate que não prejudique o próximo. Espero que a TJMT E A PROMOTORIA entra em cena pra defender o direito de estudo previsto no ECA, o qual foi tirado tanto da parte dos EDUCADORES como do GOVERNO MT. E fica minha pergunta nossos filhos vão perder o direito de estudar? Senhores promotores e juizes já pensaram se todos os pais for denunciar pta garantir o direito de seus filhos o que acarrateria tanta denuncia. Por que não entrar com a liminar de multa se os servidores da educação não retornar ao serviço. Essa negociação já virou disputa de potiqueira ninguém sede e que sai prejudicado são as crianças e os adolescentes que irão fazer o ENEM ninguém faz nada por eles, a nossa educação já deixa a dejesar e ainda essa greve descabida tanto da parte do Governo como dos Servidores da Educação. Fica aqui a meu sentimento de revolta e indignação por estarem tirando o direito do meu filhis de ESTUDAR PREVISTO NA LEI ESTATUTO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE - ECA.
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