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25 de Setembro de 2026

25 de Setembro de 2026, 15h:50 - A | A

POLÍTICA / QUEDA DE BRAÇO

Oposição reúne 15 votos para comandar Câmara e Abilio lamenta: “Teremos menos aliados”

Com adesão de Baixinha Giraldelli, grupo de oposição fecha com 15 votos e supera o mínimo necessário

Reprodução

Abilio lamenta maioria de Ilde Taques na Câmara de Cuiabá e vê base encolher antes da eleição da Mesa

Abilio lamenta maioria de Ilde Taques na Câmara de Cuiabá e vê base encolher antes da eleição da Mesa

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A corrida pelo comando da Câmara Municipal de Cuiabá parece ter sido definida hoje (25) com a consolidação do bloco de 15 vereadores em torno do projeto de Ilde Taques (Podemos) à Presidência da Casa. O grupo agora ultrapassa os 14 votos necessários para assegurar o comando do Legislativo no pleito agendado para o próximo dia 6 de outubro.

A movimentação ganhou força após a adesão da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que abandonou o barco de Dilemário Alencar (União), que tentava viabilizar sua candidatura a presidente. "Eu entrei nessa discussão acreditando em uma palavra que foi dada. Esse compromisso não se confirmou. E, para mim, política sem palavra perde o sentido".

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Baixinha disse ainda que manteve lealdade a Dilemário por sua experiência, mas que seu mandato não está atrelado a amarras partidárias. "Meu voto não está à venda. Meu mandato tem um único dono, o povo".

Diante do cenário, o prefeito Abilio Brunini (PL) comentou sobre insatisfação com a perda de capital político entre os parlamentares. "Aumentou a oposição e teremos menos aliados. Lamento, mas Cuiabá seguirá avançando, mesmo com alguns jogando contra", publicou o chefe do Executivo nas suas redes sociais.

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Nos bastidores da articulação, a composição da Mesa Diretora já estaria definido. O arranjo coloca Ilde Taques na presidência, tendo Eduardo Magalhães (Republicanos) como primeiro-vice e Adevair Cabral (Solidariedade) na primeira secretaria.

As vagas restantes de segundo-secretário e segundo-vice são cotadas entre Michelly Alencar (União) e Maria Avalone (PSDB), embora entendimentos finais ainda estejam abertos a mudanças.

O plano B de Abilio

Atualmente, Paula conta com 13 votos consolidados. No entanto, para conseguir disputar a reeleição para o cargo, ela precisa obrigatoriamente de 18 votos, o equivalente a dois terços dos 27 parlamentares, quórum exigido pelo Regimento Interno para aprovar a mudança que permitiria sua nova candidatura na mesma legislatura.

Como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve as regras atuais e negou o pedido da prefeitura para flexibilizar a norma, a viabilidade da candidatura da atual presidente enfrenta barreiras regimentais.

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Diante desse cenário de travamento, a base estuda alternativas para que outro nome represente a base governista na disputa. Nos bastidores, a avaliação é de que a transferência dos votos de Paula e de aliados pode ser a estratégia adotada para vencer o bloco oposicionista. Demilson Nogueira (PP) e Kássio Coelho (Podemos) são as apostas da base para tentar unir o grupo. Um deles pode ser o nome que vai substituir Paula.

A indefinição sobre os apoios, no entanto, deve perdurar até o pleito, já que diversos vereadores mantêm alianças atreladas a campanhas para deputados federal e estadual, além de acordos partidários. Enquanto as negociações seguem intensas nos gabinetes, o grupo do prefeito monitora os movimentos da oposição para evitar surpresas na votação da Mesa Diretora.

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