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O acidente aconteceu na manhã de 10 de setembro, na Fazenda Santa Rita, em uma área rural do município.
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
Luiz Alberto Martinez, de 44 anos, natural de Assunção, no Paraguai, foi identificado como uma das três vítimas da queda de um avião ocorrida em 10 de setembro em Água Boa (a 625 km de Cuiabá). A identificação foi realizada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), nessa quarta-feira (23), por meio da arcada dentária, método conhecido como odontolegal.
Luiz é a segunda vítima identificada oficialmente após o acidente, ocorrido na Fazenda Santa Rita, em uma área rural do município. A aeronave caiu quase na vertical e pegou fogo após atingir o solo, provocando a morte dos três ocupantes.
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A primeira vítima identificada foi o empresário gaúcho Vanderlei Sattler, de 65 anos, natural de Montenegro (RS). A identificação dele foi feita por meio de papiloscopia. Além dos dois, havia uma terceira vítima na aeronave, também de nacionalidade paraguaia, porém que ainda não foi identificada.
Queda do avião
O acidente aconteceu na manhã de 10 de setembro. Segundo a Politec, a aeronave atingiu o solo quase na vertical e não apresentava sinais de tentativa de pouso de emergência. O impacto foi violento e provocou um incêndio que carbonizou os três ocupantes.
Na ocasião, os corpos foram encaminhados para a diretoria metropolitana da Politec, em Cuiabá, para a realização dos exames necessários à identificação das vítimas. Inicialmente, o órgão havia confirmado apenas que os mortos eram um brasileiro e dois paraguaios.
Histórico de tráfico
A queda também passou a ser investigada pela Polícia Civil diante do histórico da aeronave e das circunstâncias do voo. O Cessna 402 envolvido no acidente já havia sido apreendido pela Polícia Federal em 2017, em uma investigação de tráfico de drogas em Goiânia (GO). Na época, foram encontrados 91 kg de cocaína escondidos na aeronave. Posteriormente, o avião foi levado a leilão pela Justiça.
A investigação apontou ainda que a aeronave havia sido adquirida cerca de quatro meses antes da queda e que a compra envolveu dinheiro em espécie e um veículo de luxo. O avião também estaria operando sem matrícula nacional ou certificado de aeronavegabilidade válido.
A Polícia Civil investiga se a aeronave era utilizada em uma operação de tráfico internacional de drogas. Segundo as informações divulgadas anteriormente, o avião teria decolado de Goiânia sem plano de voo ou autorização e seguido em direção a países vizinhos.













