CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
A greve dos profissionais da rede estadual de ensino chega aos 50 dias, nesta terça-feira (19), sem nenhuma previsão de volta às aulas. Desde a última sexta-feira (15) até o próximo dia 29, os alunos deveriam estar de férias, caso o calendário estivesse regularizado. Mas não existe sequer uma data para assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) para votar o retorno às atividades.
Na terça-feira passada (12), a categoria votou a proposta apresentada pelo governo e aprovou apenas uma das três proposituras, referente ao calendário de concurso público, cujo edital deve ser lançado em dezembro deste ano, com realização das provas em fevereiro de 2017, nomeação em maio e início das atividades no segundo semestre do ano que vem.
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A categoria esperava que a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) reformulasse o documento e fizesse novas negociações para que uma nova assembleia votasse, nesta terça-feira (19), o que não ocorreu. De acordo com o presidente do Sintep, Henrique Lopes, enquanto a Seduc não apresentar nova proposta, a categoria permanecerá em greve.
Como os professores e funcionários de todo o estado já haviam se mobilizado para vir a Cuiabá participar da assembleia, o calendário foi reformulado e a categoria irá realizar um ato público para cobrar um posicionamento do governo com relação às pautas da greve, que são concurso público, dobra do poder de compra e suspensão do edital da parceria público-provada nas escolas.
A manifestação vai se concentrar em frente ao Tribunal Regional do Trabalho, na Avenida do CPA, às 13h30 e vai percorrer o Centro Político Administrativo a partir das 14 horas. Desde que foram retirados da sede da Seduc, na semana passada, os grevistas se concentram diariamente do lado de fora do portão com barracas, faixas e caixa de som.
Reivindicações
O Sintep acusa o governo de tentar ludibriar a população com a informação de que teria concedido reajuste de 14,36%, referente aos 7% da lei de carreira e mais 7,36% da revisão geral anual (RGA). A categoria dos profissionais da Educação não considera esse reajuste porque os 7% devem ser pagos sobre o valor do salário atual somado à RGA de 11,28%, que foi concedida em parte e ainda não teve usa primeira parcela paga.
Com relação às Parcerias Público-Privadas, os grevistas e os estudantes que ocupam escolas exigem que o edital da MT Par seja suspenso até que haja uma conferência, convocada pelo Conselho Estadual de Educação, para debater o tema. Por outro lado, a Seduc diz que só vai publicar um novo modelo de projeto quando a greve acabar.
De acordo com a Seduc, os serviços considerados não-pedagógicos já foram suspensos do edital, restando somente atividades relativas à estrutura e equipamentos das unidades escolares, como gestão e manutenção predial, serviços de conservação , entre outros.
No entanto, o Sintep vê essa diferenciação de serviços pedagógicos e não pedagógicos como uma tentativa do governo em mudar a realidade escolar, onde a categoria enxerga todos os profissionais como educadores, mesmo vigilantes, merendeiras e funcionários da limpeza, uma vez que eles recebem qualificação específica para lidar com o público estudantil.
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ARNALDO 19/07/2016
VÃO TRABALHAR.. PAREM DE ENCHER O SACO.. SEU PT JÁ ERA.. NÃO ADIANTA ISSO A DILMENTE NÃO VOLTA NUNCA MAIS.. ACEITEM QUE DÓI MENOS!
SERVIDOR 19/07/2016
Registre-se estão do lado de fora porque pela primeira vez na história das mobilizações, no estado de transformação, os portões da casa pública a qual estes servidores são ligados (SEDUC) estão trancados. Registre se também que praticamente todos os dias ficam quatro viaturas de policia nos portões da SEDUC... o que é relamente necessário, porque os servidores da educação que estão em manifestação em frente a SEDUC são extremanente perigosos....
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