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A operação do VLT deve ser entregue em concessão à uma empresa que ficará responsável pelo modal por aproximadamente 30 anos.
CAMILA PAULINO
DA REDAÇÃO
O secretário de Estado de Cidades (Secid), Wilson Santos (PSDB) revelou que duas empresas europeias, além de grupos nacionais demonstram interesse em operar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, por meio de Parceria Público-Privada (PPP).
“Várias empresas já demonstraram interesse em operar o VLT. A CAF - que é espanhola - e a Alstom – que é francesa – foram algumas delas. Há grandes grupos internacionais e nacionais com interesse em operar o VLT", disse Wilson.
À imprensa, Wilson citou as empresas europeias CAF (espanhola) e Alstom (francesa) como sendo interessadas em operar o VLT cuiabano. Elas operam modais em cidades, como: São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
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“Várias empresas já demonstraram interesse em operar o VLT. A CAF - que é espanhola - e a Alstom – que é francesa – foram algumas delas. Há grandes grupos internacionais e nacionais com interesse em operar o VLT. Além disto, elas têm expertise, porque operam em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, entre vários outros”, disse o secretário.
A operação do VLT deve ser entregue em concessão à uma empresa que ficará responsável pelo modal por aproximadamente 30 anos.
Após a rescisão unilateral do contrato com o Consórcio VLT, o secretário garante que as obras devem ser retomadas ainda este ano no modelo Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), mas o empreendimento não será concluído nesta gestão.
"Para concluir as obras será por meio de licitação e para operacionalizar por PPP. A única obra da Copa que não vai ser concluída nesta gestão é o VLT, mas vamos retomar os serviços”, afirmou o secretário".
“Até o final de janeiro será concluído o projeto e fechamento de preço e até março será lançado o edital de licitação de empresas para tocar as obras. Para concluir as obras será por meio de licitação e para operacionalizar por PPP. A única obra da Copa que não vai ser concluída nesta gestão é o VLT, mas vamos retomar os serviços”, afirmou o secretário.
Anteriormente o secretário falou ao
que a Secid desenvolveu um trabalho planejado para que todas as construções pudessem ser concluídas com qualidade e dentro do novo prazo estipulado. Ele disse que as dificuldades de retomar os serviços se deram porque em todas as obras foram encontradas falhas.
"Tivemos muitas dificuldades para desenrolar estas obras porque todas, sem exceção, apresentavam problemas, desde jurídico até estrutural, com má qualidade do material usado, projetos mal elaborados, cronograma mal programado, entre outros”, lembrou.
Para reduzir o custo da obra e agilizar a conclusão do modal, foi excluída do projeto a construção da trincheira Luiz Felipe, que seria construída próxima ao Supermercado Comper, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça.
“O túnel que vai ligar o Consil ao Araés/Baú, que estava no escopo do VLT agora vai ser feito pela Prefeitura, o que dará uma economia de R$ 1,5 ou R$ 2 milhões ao Estado. Além disto, teremos mais R$ 25 milhões de economia com a exclusão da trincheira Luiz Felipe, na Avenida do CPA”, destacou.
Pepino sobre trilhos
As obras do VLT iniciaram em 2012, com previsão de serem concluídas em março de 2014, três meses antes da Copa do Mundo. O Consórcio VLT paralisou as obras em dezembro de 2014 sob alegação de não ter recebido os pagamentos acordados com o Governo.
Ao tomar posse como governador, Pedro Taques (PSDB) determinou auditoria nas obras e no contrato do Consórcio VLT. Constatou-se superfaturamento e falhas pontuais, como a aquisição antecipada das locomotivas e vagões do VLT, supostamente por causa de um período de baixa do dólar.
No final de 2015, por determinação do juiz Ciro Arapiraca, da Seção Judiciária de Mato Grosso, houve a retomada das conversações entre o Governo e o Consórcio VLT, para que as obras pudessem ser concluídas.
Após a delação premiada de Silval Barbosa, revelando que houve corrupção, que culminou na Operação Descarrilho, o contrato foi rompido.
Inicialmente, o valor do projeto foi fixado em R$ 1,447 bilhão.
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