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Cuiabá, 08 de Junho de 2026
08 de Junho de 2026

26 de Fevereiro de 2026, 14h:22 - A | A

POLÍTICA / ESQUEMA NOS TRIBUNAIS

Zanin dá 30 dias para PF concluir relatório sobre venda de sentenças no STJ

Decisão atende pedido da defesa de lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, preso em Mato Grosso na Operação Sisamnes.

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), estabeleceu um prazo de um mês para que a Polícia Federal (PF) apresente o relatório final da Operação Sisamnes. A investigação apura um esquema de comercialização de decisões judiciais dentro do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Conforme apuração do Estadão, a determinação de Zanin ocorre após sucessivos adiamentos e atende a um pleito da defesa do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como o articulador de um esquema de venda de decisões judiciais que atingiu o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o Superior Tribunal Federal (STJ).

Os advogados argumentaram que o prazo oficial para o encerramento das diligências expirou em janeiro.

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Dessa maneira, impõe-se a apresentação, no prazo de 30 dias, de relatório conclusivo ou circunstanciado pela Polícia Federal, a fim de que se colha manifestação explícita sobre eventual interesse nas investigações, especialmente no que se refere ao delineamento de hipóteses investigativas envolvendo Andreson de Oliveira Gonçalves”, escreveu o ministro em sua decisão.

Zanin ainda reforçou que a autoridade policial deve se posicionar sobre a necessidade de manter a prisão preventiva do investigado.

Entenda o caso

Andreson Gonçalves está detido na Penitenciária Federal de Brasília desde a deflagração da primeira fase da operação, em novembro de 2024. Ele é suspeito de intermediar a compra de sentenças milionárias através da cooptação de assessores da Corte.

A defesa, composta pelos advogados Eugênio Pacelli de Oliveira e Luís Henrique César Prata, criticou a demora na conclusão do inquérito.

Lamentavelmente, a Polícia Federal não apresentou, no prazo estipulado, o relatório final das investigações, sendo o ora defendente (Andreson) quem suporta, de forma mais gravosa, as consequências dessa omissão”, pontuaram os defensores.

As investigações ganharam corpo após a análise de dados do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em Cuiabá (MT). Um relatório parcial da PF, apresentado em outubro do ano passado, indicou a existência de uma estrutura sistêmica de corrupção em diversos gabinetes do STJ.

Atualmente, o caso aguarda um relatório complementar exigido pela PGR (Procuradoria-Geral da República) para sanar lacunas na apuração, documento este que motivou a nova cobrança do Supremo.

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