Reprodução

Prefeito Dr. Adilson contratou serviço pela metade do valor previsto e desclassificou concorrentes.
ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) endureceu a fiscalização sobre a gestão do prefeito de Barra do Garças, Adilson Gonçalves de Macedo (União), ao converter uma Representação de Natureza Externa em Tomada de Contas Especial.
A decisão, proferida no DIário Oficial de Contas nesta sexta-feira (13) pelo conselheiro relator Waldir Júlio Teis, fundamenta-se em indícios graves de dano ao erário e irregularidades no Pregão Eletrônico n.º 040/2024, que visava a contratação de serviços de radiologia para a rede municipal de saúde.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
A investigação apura a suspeita de um orçamento de referência "inflado". De acordo com o relator, a empresa vencedora do certame, JF Serviços de Diagnóstico e Imagem Ltda., apresentou uma estimativa inicial de R$ 3 milhões, mas acabou vencendo a disputa com um lance final de R$ 1.559.600,00, exatamente metade do valor previsto pela própria administração.
O conselheiro Waldir Teis destacou um comportamento atípico na condução do pregão. Segundo o TCE, a prefeitura desclassificou sumariamente todas as propostas que ficaram abaixo de 50% do valor estimado, sob o argumento de que os preços seriam inexequíveis.
No entanto, as empresas não tiveram a oportunidade legal de comprovar que conseguiriam realizar o serviço por aqueles valores, o que levanta suspeitas sobre o direcionamento ou a falta de zelo com a competitividade do certame.
"A maior parte dos lances apresentados ficou significativamente abaixo do valor estimado", pontuou o relator, reforçando que a conclusão da auditoria aponta para uma possível contratação com sobrepreço em relação às melhores ofertas descartadas.
Risco de ressarcimento
Com a conversão para Tomada de Contas Especial (TCE), o processo deixa de ser uma simples apuração de falha formal e passa a focar na quantificação do prejuízo e na identificação dos responsáveis para o devido ressarcimento aos cofres públicos.
O Ministério Público de Contas (MPC-MT) já emitiu parecer favorável à medida, sugerindo inclusive a aplicação de multas e sanções aos agentes de contratação envolvidos.
O contrato em questão (n.º 17/2025) atende o Hospital Municipal Milton Pessoa Morbeck (HMMPM), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas e o Centro Regional de Referência em Especialidades (CRRES).
























Eloina Casas 16/03/2026
Surpresa nenhuma ,principalmente levando em conta diversos problemas na secretaria de saúde nesse mandato: Remedios que sumiram da farmácia basica por meses, exigências e burocracias excessivas para medicamentos e exames, consultas com especialistas que nunca são marcadas, troca contínua de profissionais,etc.... Tudo normal quando o partido que rege o estado e o município é governado pela direita do União, aliado dos bolsonaristas fundamentalistas.????♀️
Evandro Maciel Soares 16/03/2026
Engraçado é que, abriram licitação para \"melhorias\" no aeroporto da cidade como se isto fosse fundamental para a região Se os gestores frequentassem a UPA iriam ver a SITUAÇÃO LASTIMÁVEL que a nesma se encontra. Esta é uma situação fundamental para a população da região. Aeroporto é dispensável. TOTALMENTE DISPENSÁVEL.
Barragarcensse 16/03/2026
E A QUANTIDADE DE SEMÁFOROS DESNECESSÁRIOS, SEM PLANEJAMENTO TÉCNICO ADEQUADO, COLOCARAM EM LUGARES SEM A MÍNIMA NECESSIDADE, COISA ESTRANHA, SE INVESTIGAR DIREITINHO TALVEZ ACHEM MAIS COISA.
Kkkkkkkkk eu não vou 15/03/2026
Se o TCE investigar a sério a prefeitura de Barra do Garças está licitação aí não vai ser a única com indícios.
4 comentários