WANDERLEY PREITE SOBRINHO
DO UOL
A sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que pode decidir o futuro do ministro Alexandre de Moraes será transmitida ao vivo na próxima terça-feira (15). A reunião plenária vai decidir se a Corte autoriza a abertura de investigação contra Moraes após diálogos dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (banco Master) virem à tona após o ministro André Mendonça retirar sigilo de documentos do caso Master
O que aconteceu
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A sessão está agendada para começar às 10h. Uma publicação deste sábado (12) no site do STF confirmou que haverá transmissão.
O sinal será liberado para emissoras de rádio e de televisão com interesse em retransmitir. O público em geral poderá acompanhar as discussões ao vivo pela Rádio Justiça, pela TV Justiça e pelo canal oficial do Supremo no YouTube.
A revelação dos diálogos instalou uma crise institucional no Supremo. A crise contou até com a divulgação de uma carta de ministros aposentados do STF pressionando pela sessão pública. Fachin decidiu restringir a pauta de terça-feira apenas ao caso de Moraes, deixando para 23 de setembro a análise de eventual conduta irregular atribuída a Mendonça. Esta será a primeira vez que a Suprema Corte se reúne para deliberar sobre a abertura de inquérito contra um de seus membros.
Sessão quase foi adiada
Ministros próximos a Moraes pressionavam pelo adiamento ou cancelamento da sessão extraordinária. O grupo argumentava que um pedido de apuração de Moraes contra o ministro André Mendonça deveria ser julgado conjuntamente na mesma data.
Aliados de Moraes afirmam que Mendonça liberou dados de forma seletiva ao derrubar o sigilo sobre o Banco Master. Eles alegavam ainda que, diante do grande volume de material enviado, não haveria tempo hábil para analisar os documentos até terça-feira.
A proximidade com o processo eleitoral também foi justificativa para evitar o debate público na próxima terça. Um dos ministros sugeriu deixar a discussão para depois das eleições de outubro, evitando o uso político do caso por campanhas.
O presidente do STF, Edson Fachin, rejeitou os pedidos de adiamento e manteve a data do julgamento. Fachin avalia que a Corte precisa dar uma resposta rápida e pública diante da gravidade das acusações contra os membros do tribunal.
Há grande expectativa nos bastidores de que algum ministro peça para fechar a sessão ao público logo no início. Se o pedido de sessão fechada for negado, há o risco de que seja feito um pedido de vista (mais tempo para análise), o que adiaria o desfecho do caso.













