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23 de Setembro de 2016, 15h:12 - A | A

POLÍTICA / ARROCHO MT

Secretários não descartam atraso de salários de servidores do Estado

Segundo os secretários, precisa haver uma forma de equalizar a saída de dinheiro no mesmo passo que a entrada, pois se não o caso poderá voltar

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Secretários afirmam que despesas são muito maiores que a receita.

Secretários afirmam que despesas são muito maiores que a receita.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Apesar do pensamento positivo de afastar a possibilidade de ocorrer novo atraso de salários dos 108 mil servidores públicos de Mato Grosso, os secretários de Estado de Fazenda (Sefaz), Seneri Paludo e de Gestão (Seges), Júlio Modesto, não descartam que o fato possa ocorrer novamente nos próximos meses. Isso porque para que houvesse o pagamento dentro do mês para 90% dos servidores, que ganham até R$ 6 mil líquido, foi preciso diminuir o gasto real com a máquina pública de R$ 210 milhões para R$ 135 milhões mensais. Os secretários salientaram que se o fato voltar a acontecer poderá comprometer o funcionamento da máquina.

"Não estamos tendo aumento de receita ao mesmo passo do aumento de despesa, portanto era óbvio que se chegasse a esse ponto”, justificou o secretário de Fazenda.

Paludo explicou que vários fatores levaram a ter que adotar a medida extrema feita pelo chefe do Executivo, Pedro Taques (PSDB) e que isso poderá voltar no futuro, mas que será anaisado mês a mês. De acordo com o titular da Sefaz, a crise econômica que atingiu o Brasil e também Mato Grosso de forma acentuada é a primeira delas. Como consequência, segundo Paludo, existe uma menor entrada de receita para os Estados sobre a arrecadação de impostos, o que acaba comprometendo ainda mais o caixa do Estado.

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“Nós poderíamos quitar o pagamento de todos no dia 30, mas isso depende da liberação do FEX", argumentou o secretário de Gestão.

O segundo ponto elencado pelo chefe da Sefaz e o mais crítico seria a elevação do gasto com pessoal, que em comparação com a receita cresce desproporcionalmente. “Para se ter uma ideia, o incremento de receita no primeiro semestre deste ano foi de apenas 3% e ao mesmo tempo nós tivemos um aumento de despesa com a folha na ordem de 15%. Não estamos tendo aumento de receita ao mesmo passo do aumento de despesa, portanto era óbvio que se chegasse a esse ponto”, salientou Paludo.

O secretário argumentou que o atraso é um momento pontual, mas que eles sabiam que o mês de setembro seria um mês que estava previsto que fosse ocorrer o atraso. Tudo porque, segundo o secretário, existem dois fatores que pesaram ainda mais para o atraso que é o pagamento de 2% de reajuste referente a 1ª parcela da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos e o pagamento da parcela, ainda que questionada judicialmente, referente a dívida dolarizada com o Bank Of America.

O secretário Julio Modesto, salientou que o pagamento do Auxilio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX), no valor de aproximadamente R$ 450 milhões, poderia fazer com que toda situação de pagamento dos outros 10% servidores que ganham acima de R$ 6 mil e que receberiam apenas no dia 10 do mês subsequente se resolvesse. “Nós poderíamos quitar o pagamento de todos no dia 30, mas isso depende da liberação do FEX, por exemplo, que o governador esta indo até Brasília tentar resolver”, disse o secretário salientando que o pagamento dos 10% equivale a R$ 117 milhões. 

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Sizarella Auxiliadora de Oliveira Barbos 28/09/2016

Podia jogar os pagamentos, de todos os servidores independente da faixa salarial, para o dia 05 de cada mês como era antes.

positivo
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Sizarella Auxiliadora de Oliveira Barbos 23/09/2016

Podia jogar os pagamentos, de todos os servidores independente da faixa salarial, para o dia 05 de cada mês como era antes.

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2 comentários