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28 de Outubro de 2026

26 de Agosto de 2026, 15h:44 - A | A

POLÍTICA / PODE SER CASSADO

Ministério Público cobra investigação da Câmara de Várzea Grande contra Rogerinho Dakar após vídeo com dinheiro

Notificação expedida pela 1ª Promotoria de Justiça Cível apura imagens de ex-diretor do DAE/VG recebendo dinheiro em espécie

Reprodução

Na gravação, que dura menos de dois minutos, Dakar aparece recebendo maços de dinheiro

Na gravação, que dura menos de dois minutos, Dakar aparece recebendo maços de dinheiro

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A Câmara Municipal de Várzea Grande recebeu uma notificação recomendatória da 1ª Promotoria de Justiça Cível da comarca, especializada na Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público, para que avalie a possível repercussão ética e parlamentar envolvendo o vereador e ex-diretor-presidente do DAE/VG (Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande), Rogério de França Martins, o Rogerinho Dakar..

A medida, assinada pela promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para investigar a origem, a natureza e as circunstâncias de valores em espécie supostamente recebidos pelo ex-gestor, além de apurar eventual relação dos fatos com o exercício da função pública e atos de improbidade.

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As apurações tiveram início após a divulgação de um vídeo que mostra Rogerinho recebendo maços de dinheiro, material que já foi anexado aos autos e passou por análise preliminar junto com informações sobre investigações no DAE e áudios atribuídos ao vereador.

Na notificação enviada ao presidente da Casa, vereador Wanderley Cerqueira, com cópia para a Comissão de Ética Parlamentar, o MPMT destaca que, apesar de estar à época licenciado da Câmara para chefiar o DAE/VG, Rogerinho permanece titular do mandato eletivo, o que atrai a competência do Legislativo para julgar eventual quebra de decoro. 

A quebra de decoro parlamentar pode cassar o mandato, se comprovada condutas incompatíveis com a dignidade do cargo, o que inclui práticas como corrupção, recebimento de vantagens indevidas, falta de ética grave, abuso de prerrogativas ou crimes contra a administração pública.

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O órgão ministerial ressalta que o encaminhamento dos elementos não configura antecipação de juízo de culpa, mas visa garantir que a Câmara exerça seu papel constitucional e regimental de fiscalização sobre a dignidade do mandato.

O Legislativo municipal tem o prazo de 10 dias para informar formalmente quais providências institucionais foram adotadas e apresentar os documentos comprobatórios do atendimento à recomendação.

Prefeitura já foi notificada

O Ministério Público de Mato Grosso já havia expedido uma recomendação formal para que a Prefeitura de Várzea Grande em 19 de agosto, dando prazo de 10 dias para que se inicie uma investigação administrativa visando examinar a conduta do vereador. Além disso, O MPMT compartilhou as informações com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

De acordo com o órgão, "a omissão da administração diante de suspeitas envolvendo recursos públicos pode configurar improbidade administrativa por omissão, prevaricação, condescendência criminosa e infração político-administrativa, fixando prazo de 10 dias para resposta da Prefeitura".

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