FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), aproveitou sua entrevista no Programa O Livre, transmitido pela TV Band Cuiabá, na noite desta terça-feira (20), para alertar que o próximo gestor do Executivo municipal deve enfrentar sérios problemas com o pagamento de pessoal por conta da crise financeira instalada em Mato Grosso e Cuiabá.
“O candidato que vencer na capital deverá ter bastante cuidado com o gasto com servidores porque o crescimento da folha de pagamento será de 12% enquanto que a receita crescerá 0%”, revelou Mendes.
“O candidato que vencer na capital deverá ter bastante cuidado com o gasto com servidores porque o crescimento da folha de pagamento será de 12% enquanto que a receita crescerá 0%”, revelou.
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Segundo ele, o problema já foi enfrentado em 2015 quando o pagamento da revisão geral anual (RGA) de 9,48% do funcionalismo público municipal precisou ser parcelado para que o dinheiro dos cofres públicos desse para cobrir as demais despesas básicas. A primeira parcela, de 5%, foi paga em maio. E o restante, em parcelas nos meses de setembro de 2% e novembro de 2,48%.
Mendes disse que a diferença do que ocorreu na esfera estadual em relação aos servidores municipais, para que esses não entrassem em greve foi o pagamento da RGA dentro do ano de 2016. Ele assegurou e que o governador Pedro Taques (PSDB) só enfrentou uma paralisação de quase todas as categorias, por quase dois meses, porque as parcelas oferecidas aos servidores estaduais foram menores.
O projeto aprovado na Assembleia Legislativa para o pagamento da RGA dos servidores estaduais prevê o pagamento de 2% em setembro (calculado sobre o subsídio de maio de 2016), 2,68% em janeiro de 2017 (calculado sobre setembro de 2016) e 2,68% em abril de 2017 (com base no subsídio de janeiro de 2017).
“A proposta dele [Taques] foi de pagar 2% este ano e o restante o ano que vem e me parece que a diferença com os servidores foi essa. Eu cumpri minha parte e paguei o que os servidores tinham por direito, pois eu já sabia disso porque na iniciativa privada fazemos isso também”, disse.
CORTES
Ainda no mês de agosto, o prefeito anunciou uma nova série de cortes em gastos públicos para fechar as contas da Prefeitura de Cuiabá, em equilíbrio, no final de seu mandato.
"O que está sendo executado e puder ser liquidado será mantido, mas não autorizaremos novas obras e projetos se não pudermos honrar ainda no exercício de 2016”, disse Mendes à época.
O secretário de Planejamento, Guilherme Muller, fez um diagnóstico das contas da administração municipal, que confirmou a queda na arrecadação do município. No primeiro semestre, a arrecadação, em valores líquidos, foi de R$ 622 milhões. Porém, a previsão a partir de agosto é de apenas R$ 349 milhões. Desta forma, para 2016, o município poderá contar apenas com R$ 971 milhões.















winston roger sabino dutra 21/09/2016
Acho que essa fala(iminente atraso de salário pela prefeitura) é só jogada política pra amenizar pro lado do Pedro Taques e W.S. já que perderam muitos votos com os servidores públicos, e com isso é como se não fosse problema só da administração do P.T.
1 comentários