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Cuiabá, 22 de Maio de 2024
22 de Maio de 2024

04 de Dezembro de 2010, 16h:49 - A | A

POLÍTICA /

Galindo se obriga a dar "calote" em fornecedores para pagar salário e 13º



Galindo "herdou" uma dívida que se arrasta há décadas, fruto de má gestão e descaso de administrações passadas.  A área onde fica o bairro Coophami, foi desapropriada, mas os donos numca haviam visto a cor do dinheiro.

 

ANDRÉ MICHELLS
DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Francisco Belo Galindo (PTB), disse que vai deixar de pagar os fornecedores, de todas as secretarias e priorizar a folha de pessoal neste fim de ano. A informação é do jornal a Gazeta, em matéria publicada neste sábado, assinada pelo jornalista Téo Menezes. Galindo informou que a medida vai possibilitar o pagamento dos salários de dezembro e 13º dos servidores. “Tínhamos que optar entre pagar servidores ou os fornecedores", afirmou Galindo.

A suspensão dos pagamentos de fornecedores deve se estender até o mês de janeiro, e a decisão vai ser comunicada aos mesmos na semana que vem. O prefeito espera muita reclamação, mas informou que não há outra forma de quitar a folha, mas mesmo assim, só na próxima semana terá informações sobre a atual situação financeira do município.

Segundo o prefeito, conforme for, parte do 13º e a folha de dezembro pode ser paga até o dia 10 de janeiro. Chico Galindo enfrenta uma crise financeira herdada de administrações passadas. O sequestro de R$ 7 milhões das contas da Prefeitura ocorreu em novembro e somou a outros R$ 3 milhões que já haviam sido depositados pelo município em uma conta determinada pela Justiça para pagamento do precatório. Em apenas seis meses de gestão, Galindo teve que pagar R$ 10 milhões do precatório, de uma só vez, no mês passado. Uma dívida que se arrasta há décadas e que explodiu em cima do atual prefeito. A cidade já pagou R$ 20 milhões, porque outros R$10 milhões foram seqüestrados ainda na gestão de Wilson Santos.

O precatório pertence ao espólio de Clorinda Vieira de Matos, reconhecida pela Justiça como proprietária da região que hoje abriga o bairro Coophamil e o valor seria de R$ 55 milhões devido a juros e correção monetária. A prefeitura recorre dos valores e quer uma revisão. O município já vem depositando por mês R$ 600 mil em uma conta indicada pelo TJ/MT. Pelas contas da Justiça, ainda faltariam R$ 35 milhões. A folha de pagamento dos servidores da prefeitura é de R$ 23 milhões.

 

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