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Deputado Wilson Santos, governador de Goiás Marconi Perilo e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, com Dante, no Palácio Paiaguás
NOELMA OLIVEIRA
DA REDAÇÃO
Dante de Oliveira continua sendo o político mato-grossense mais lembrado fora do Estado, 10 anos após a sua morte completados nesta quarta-feira (06).
"Era um Estado destroçado, inviabilizado, um elefante desossado. E o Dante teve a coragem de idealizar, planejar e implementar a grande parte desta reforma. Por isso, Dante é o grande reformador", disse Wilson.
Dante segue sendo referência do PSDB no país e, especialmente, no Estado. O partido tem neste momento no cenário político local a sua melhor performance na ocupação de poder e de quadro de filiados, desde a última passagem de Oliveira pelo governo de Mato Grosso, em 2002.
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O governador Pedro Taques (PSDB) recém-filiado na legenda tem relembrado em alguns dos seus discursos a memória e o legado político de Dante, que teve grande projeção nacional e é lembrado até os dias atuais por ser o autor da Emenda Constitucional, que exigia eleições diretas para presidente da República.
Dias depois da apresentação da emenda constitucional, a proposta à Constituição ficou conhecida como Emenda Dante de Oliveira. Daí aos dias atuais, o mato-grossense é lembrado pela atuação política no Estado e com registro nos livros de história do país positivamente, feito que nenhum outro político estadual conseguiu até o momento, isso na era moderna da política.
Dante deixou o mandato de governador em abril de 2002, quando tentou sem sucesso uma vaga ao Senado. Chegou ao ostracismo político, em 2004, época em que o também tucano, deputado Wilson Santos, disputou a Prefeitura de Cuiabá e, por recomendação de assessores, teve que afastar Dante do seu palanque.
Em recente entrevista ao
, Wilson Santos relembrou que Dante 'pagou caro' pela Reforma do Estado implantada na sua gestão.
O governo do tucano foi o responsável por privatizar a Cemat, liquidar o Bemat, extinguir a Codemat, Casemat, Aeromat, a Fundação Cândido Rondon, somadas as 26 mil demissões. “Isso a um custo muito elevado eleitoral”, frisou o deputado.
“Dante assumiu em 1995 quando o Estado consumia 112% da arrecadação para pagar folha de pagamento. Era um Estado destroçado, inviabilizado, um elefante desossado. E o Dante teve a coragem de idealizar, planejar e implementar a grande parte desta reforma. Por isso, Dante é o grande reformador do Estado mato-grossense”, detalha o tucano.
O governo do tucano foi o responsável por privatizar a Cemat, liquidar o Bemat, extinguir a Codemat, Casemat, Aeromat, a Fundação Cândido Rondon, somadas as 26 mil demissões. “Isso a um custo muito elevado eleitoral”, diz Wilson.
Sucessor de Dante de Oliveira, no governo de Mato Grosso, o senador Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura, também pontuou ao longo dos seus dois mandatos à frente do governo – 2003 a 2010 – a importância de Dante no cenário político e de atrair novos investimentos ao propagar o potencial do Estado para o mundo.
Biografia
Dante de Oliveira formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde começou a sua militância política no Movimento Revolucionário Oito de Outubro, o MR-8. Porém, no período pacificador do movimento, já não se lutava mais com arma, apenas politicamente.
Em 1976, disputou sem sucesso a eleição para vereador de Cuiabá. Dois anos depois foi eleito deputado estadual em 1978. Já em 1982, no PMDB, chegou à Câmara Federal.
Dante foi prefeito de Cuiabá, por dois mandatos. No primeiro mandato renunciou à função para ser ministro da Reforma Agrária. Até Blairo assumir o Ministério há menos de dois meses, o tucano era o mato-grossense que mais longe chegou no cenário nacional, após a chamada “Nova República”.
Dante encerrou a carreira política com dois mandatos de governador. No ano em que morreu tentava retornar à Câmara Federal.
Morte prematura
Dante morreu, aos 54 anos, no dia 6 de julho de 2006, no hospital Jardim Cuiabá, na Capital. Ele foi internado pela manhã, deste mesmo dia, e às 20h45, Mato Grosso foi surpreendido com notícia do seu falecimento, vítima de uma infeção generalizada, provocada por uma pneumonia aliada um quadro grave de diabetes.














