ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em conjunto com a Federação das CDLs de Mato Grosso (FCDL-MT) e as câmaras municipais do estado, emitiu uma nota de repúdio hoje (11) contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 8/2025) que prevê o fim da escala 6x1.
O setor varejista classifica a medida como uma "catástrofe econômica e social" e adverte que a mudança para o modelo de jornada 4x3 pode produzir um efeito bumerangue, prejudicando justamente o trabalhador que a proposta visa beneficiar.
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Para as entidades, a tramitação do tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados ocorre sob forte pressão política devido ao ano eleitoral de 2026. O setor produtivo argumenta que o Brasil carece de bases estruturais para suportar tal redução sem que isso resulte no fechamento em massa de empresas e no empobrecimento generalizado.
Leia mais: CCJ do Senado aprova fim da escala 6x1
O principal argumento técnico da CNDL e das CDLs de Mato Grosso reside no chamado "paradoxo da produtividade". Segundo o manifesto, o trabalhador brasileiro produz apenas 25% do que um profissional norte-americano entrega em termos de valor monetário. Enquanto uma hora de trabalho no Brasil gera entre US$ 17 e US$ 20, nos países da OCDE esse valor alcança até US$ 85.
"A tentativa de reduzir a jornada de forma açodada, sem antes enfrentar os gargalos estruturais como o Custo Brasil e a nova Reforma Tributária, é colocar o carro à frente dos bois", diz trecho da nota.
Riscos de desemprego e informalidade
As lideranças lojistas sustentam que a redução da jornada não resultará em mais descanso, mas sim na necessidade de os trabalhadores buscarem atividades extras para complementar a renda, dada a provável queda no poder de compra e o aumento dos custos operacionais das empresas.
A CNDL e a FCDL-MT pedem aos parlamentares, especialmente a bancada de Mato Grosso, à rejeição total da PEC 221/2019. O setor defende que qualquer mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) deve passar por um diálogo técnico profundo e não por uma "imposição política" motivada pelas urnas.
"Trata-se de um alerta técnico fundamentado do setor produtivo que paga impostos e gera empregos. O Brasil não está pronto para essa mudança abrupta", conclui o documento.

























MURILO BRASIL 12/02/2026
\"CADA\" você esta certo, errado é o psiquiatra que te deu alta. comedor de mortadela
CADA 12/02/2026
Bombardeio de matérias TENDENCIOSAS do repórter MT. Tá muito descarado. Tá todo mundo comentando e rindo de vocês.
2 comentários