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21 de Outubro de 2026

21 de Outubro de 2026, 17h:04 - A | A

POLÍTICA / DENÚNCIA DE ABILIO

Câmara cria CPI para investigar compra de R$ 80 milhões em livros e materiais didáticos da Educação de Cuiabá

Comandada por Demilson Nogueira, comissão investigará contratos e aquisições para escolas

Reprodução

Câmara de Cuiabá instala CPI da Educaçã

Câmara de Cuiabá instala CPI da Educaçã

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A Câmara Municipal de Cuiabá oficializou a instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com a missão de destrinchar contratos suspeitos de fraude, superfaturamento e rombo milionário na Secretaria Municipal de Educação. A Resolução nº 19 foi promulgada pela presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), e publicada na edição da Gazeta Municipal.

Com prazo de 120 dias, a investigação será encabeçada pelo vereador Demilson Nogueira (PP), tendo como vice-presidente Marcus Brito Júnior (PV) e como titular o vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania). A composição de suplentes conta com os parlamentares Wilson Kero Kero (PMB), Marcrean Santos e Cezinha Nascimento (União Brasil).

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O inquérito surge após denúncias que vieram a público em maio, quando o prefeito Abilio Brunini (PL) apontou irregularidades gravíssimas em licitações e aquisições de insumos pedagógicos pela pasta da Educação, com rombos estimados em até R$ 80 milhões.

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Entre os episódios que acenderam o alerta no Legislativo e nos órgãos de controle estão compras atípicas de livros de informática destinados a unidades escolares que sequer possuíam laboratórios de computação em funcionamento ou a disciplina inserida na grade curricular.

O material probatório já alimenta procedimentos paralelos no Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e auditorias técnicas no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

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À época, Abilio disse que o montante foi gasto na atual gestão, entre os anos de 2025 e 2026. Segundo ele, já há suspeitas sobre os responsáveis, mas os nomes não serão divulgados neste momento porque ainda é necessário reunir provas.

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Abilio afirmou ainda que parte do valor já foi pago, mas os pagamentos restantes foram suspensos após a descoberta das supostas irregularidades.

Segundo o prefeito, o valor, que não estava previsto e teria sido gasto de forma irregular, comprometeu o orçamento da Educação. Diante disso, e também pela falta de clareza sobre a origem da demanda, ele encaminhou a documentação e as informações necessárias para a Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF).

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