ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A Câmara Municipal de Cuiabá oficializou a instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com a missão de destrinchar contratos suspeitos de fraude, superfaturamento e rombo milionário na Secretaria Municipal de Educação. A Resolução nº 19 foi promulgada pela presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), e publicada na edição da Gazeta Municipal.
Com prazo de 120 dias, a investigação será encabeçada pelo vereador Demilson Nogueira (PP), tendo como vice-presidente Marcus Brito Júnior (PV) e como titular o vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania). A composição de suplentes conta com os parlamentares Wilson Kero Kero (PMB), Marcrean Santos e Cezinha Nascimento (União Brasil).
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
O inquérito surge após denúncias que vieram a público em maio, quando o prefeito Abilio Brunini (PL) apontou irregularidades gravíssimas em licitações e aquisições de insumos pedagógicos pela pasta da Educação, com rombos estimados em até R$ 80 milhões.
Entre os episódios que acenderam o alerta no Legislativo e nos órgãos de controle estão compras atípicas de livros de informática destinados a unidades escolares que sequer possuíam laboratórios de computação em funcionamento ou a disciplina inserida na grade curricular.
O material probatório já alimenta procedimentos paralelos no Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e auditorias técnicas no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
À época, Abilio disse que o montante foi gasto na atual gestão, entre os anos de 2025 e 2026. Segundo ele, já há suspeitas sobre os responsáveis, mas os nomes não serão divulgados neste momento porque ainda é necessário reunir provas.
Abilio afirmou ainda que parte do valor já foi pago, mas os pagamentos restantes foram suspensos após a descoberta das supostas irregularidades.
Segundo o prefeito, o valor, que não estava previsto e teria sido gasto de forma irregular, comprometeu o orçamento da Educação. Diante disso, e também pela falta de clareza sobre a origem da demanda, ele encaminhou a documentação e as informações necessárias para a Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF).



















