KARIN KRAUSE
Vermelhidão, ardor e sensação de rosto quente são sinais da rosácea, doença inflamatória crônica que pode piorar com o calor. Além dos fatores genéticos, imunológicos e ambientais, pesquisadores investigam como alterações intestinais podem influenciar a pele. A dermatologista Karin Krause destaca que o cuidado deve ser individualizado.
Hoje em dia, a ciência tem mostrado muito esse caminho, a pele manifestar externamente o que está acontecendo internamente.
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Entre as condições estudadas estão a SIBO, excesso de bactérias no intestino delgado, e a IMO, crescimento excessivo de arqueias produtoras de metano. Ambas podem causar desconforto e distensão abdominal; a SIBO pode acompanhar diarreia, enquanto a IMO está mais associada à constipação.
Alguns estudos observaram melhora da rosácea após o tratamento da SIBO em pacientes com as duas condições. Isso, porém, não significa que toda rosácea tenha origem intestinal. Para a IMO, as evidências de benefício para a pele são ainda mais limitadas. A investigação depende de avaliação médica, especialmente quando há sintomas digestivos persistentes.
Os cuidados diários continuam fundamentais, principalmente em regiões quentes. “Com esse calor extremo que a gente vive, principalmente no nosso estado, temos que evitar exposições prolongadas ao sol e ao calor”, orienta Karin.
A médica também alerta contra o uso de gelo diretamente no rosto. “É uma pele extremamente sensível à temperatura. Ou muito quente ou muito frio acabam agravando”, explica.
Limpeza suave, hidratação, protetor solar e identificação dos gatilhos ajudam no controle das crises. Tratar uma alteração intestinal diagnosticada não substitui o acompanhamento dermatológico, e medicamentos ou dietas restritivas não devem ser adotados por conta própria.
Quando a pele pede mais do que cuidados em casa, a avaliação dermatológica é essencial.
Karin Krause Boneti é médica dermatologista.



















