DO REPÓRTERMT
O ataque hacker que atingiu a rede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi o responsável pela queda dos sistemas e pela suspensão do expediente, dos prazos processuais, das audiências e das sessões de julgamento nesta segunda-feira (21).
A informação foi confirmada pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) do próprio Tribunal, após as primeiras informações divulgadas pela manhã apontarem apenas a necessidade de manutenção emergencial da infraestrutura tecnológica.
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Segundo a CTI, as apurações preliminares apontam que o ataque teve origem após a inserção indevida de um modelo de documento no sistema, ocorrida durante a tarde de domingo (20).
De acordo com o Tribunal, essa falha abriu uma vulnerabilidade estrutural, posteriormente explorada por invasores. A ação provocou a indisponibilidade dos sistemas eletrônicos do Poder Judiciário.
A nova informação explica o que levou o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, a determinar a suspensão do expediente nesta segunda-feira. A portaria estabelece que a indisponibilidade dos sistemas impede a prática regular de atos processuais e administrativos eletrônicos.
Com a medida, ficaram suspensos os prazos processuais de processos eletrônicos e físicos de primeiro e segundo graus. Os prazos com início ou vencimento nesta segunda foram prorrogados para o primeiro dia útil seguinte. Audiências e sessões de julgamento marcadas para a data também deverão ser redesignadas.
Na primeira comunicação sobre o problema, o TJMT havia informado apenas que os sistemas estavam fora do ar por causa de uma manutenção emergencial. Naquele momento, ainda não havia confirmação oficial sobre a origem da falha.
Agora, diante da confirmação do incidente de segurança cibernética, o Tribunal informou que adotou um regime de contingência para manter o atendimento das demandas urgentes.
O plantão judiciário será estendido e, temporariamente, funcionará de forma física. Segundo a CTI, o recebimento e a tramitação das medidas urgentes ocorrerão exclusivamente em papel, com atendimento presencial na sede do Tribunal de Justiça.
A própria portaria já havia determinado a preservação dos serviços essenciais e do plantão judiciário enquanto os sistemas permanecessem indisponíveis, além de ordenar à CTI a adoção de providências para restabelecer a infraestrutura.
Nesta segunda-feira, páginas eletrônicas do próprio TJMT, incluindo serviços ligados ao acesso aos sistemas, exibem aviso de manutenção e indisponibilidade.
Até o momento, o Tribunal não informou se houve vazamento, alteração ou sequestro de dados, nem detalhou quem realizou a inserção indevida do modelo de documento que abriu a vulnerabilidade. A CTI afirma que as apurações ainda são preliminares.
https://www.tjmt.jus.br/













