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23 de Setembro de 2016, 08h:20 - A | A

POLÍTICA / ANÁLISE

'Atrasar salários' pode justificar calamidade para MT receber recursos

“Ele [Taques] tem que apontar que o Estado está em dificuldades e precisa de ajuda”, comentou o analista. Pelo governo, quem ganha até R$ 6 mil deverá receber até o dia 30 deste mês, mas quem ganha acima disso somente o dia 10 do mês subsequente.

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Taques está entre os governadores que ameaçam decretar calamidade para conseguir recursos emergenciais.

Taques está entre os governadores que ameaçam decretar calamidade para conseguir recursos emergenciais.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



Diante do escalonamento no pagamento dos salários dos servidores públicos de Mato Grosso, feito pelo governador Pedro Taques (PSDB), analistas acreditam que esse é o primeiro passo para se consolidar o decreto de calamidade pública no Estado. Essa seria uma 'manobra' do tucano para mostrar ao governo federal a real crise financeira que governo mato-grossense vem enfrentando desde que a instabilidade econômica tomou conta do país.

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e analista político, João Edisom, acredita que com a admissão de ter que dividir a data de pagamento a servidores pelo montante recebido já é um sinal da intenção da pressão que deverá ser feita pelo do chefe do Executivo estadual ao Governo Federal.

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“Ele [Taques] tem que apontar que o Estado está em dificuldades e precisa de ajuda”, comentou o analista.

“Ele [Taques] tem que apontar que o Estado está em dificuldades e precisa de ajuda”, comentou o analista. Pelo governo, quem ganha até R$ 6 mil deverá receber até o dia 30 deste mês, mas quem ganha acima disso somente o dia 10 do mês subsequente.   

“Com isso ele pode dizer aos demais pares que está partindo para a briga com o governo e assim conquistar a força deles e até liderá-los”.

Edisom avalia que essa não só é a forma de pressionar a União a enviar recursos para Mato Grosso, mas que o fato também serve para justificar, perante aos demais governadores, de que o Taques estaria indo para o enfrentamento juto ao presidente Michel Temer (PMDB). “Com isso ele pode dizer aos demais pares que está partindo para a briga com o governo e assim conquistar a força deles e até liderá-los”.

O receio do tucano, de acordo com o professor, seria de que diante da carta assinada juntamente com outros 19 governadores, pedindo R$ 7 bilhões, possa resultar em um envio de verbas emergencial, cujo o Estado possa ficar de fora. “Vai que o Temer faça um pacotão e envie dinheiro para outros Estados e deixe Mato Grosso de fora. É uma forma de se ‘armar’, pois Mato Grosso não é o maior problema. Existem estados que já estão parcelando salários há algum tempo”, destacou.

"É uma forma de se ‘armar’, pois Mato Grosso não é o maior problema. Existem estados que já estão parcelando salários há algum tempo”, destacou.

EFEITOS NA CAMPANHA 

Além disso, Edisom acredita que essa é uma manobra perigosa dado o momento político atual que os Estados passam. De acordo com ele,  “essa moeda tem seus dois lados”, pois com isso o governo, principal cabo eleitoral dos candidatos a prefeito do grupo político, poderá inviabilizar campanhasà Prefeitura no Estado e, inclusive, a de Cuiabá.

“É uma faca de dois gumes. Por um lado ele salva o Estado, mas por outro pode comprometer seriamente a campanha dos aliados. Agora, todos [candidatos de outros grupos] deverão usar isso contra. É um momento delicado”, argumentou. 

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Maria José 23/09/2016

Golpe baixo do senhor Pedro taques....uma vergonha

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Gilston 23/09/2016

Sr.Pedro Taques, que faz manobra é o exército brasileiro. Governo do Estado discursou: Eu pago o RGA integral mas os salários vai atrasar, ou eu Parcelo o RGA e continue pagando em dia os salários. E agora nenhum nem outro. Os salários dos 13º estão sendo pago em atrasados ja faz tempo e agora, os salários normal. Da pra acreditar nas palavra empenhado do Pedro Taques? ele sempre muda a palavra dada e empenhada. Ta igual ao candidato WS, só promessas não cumprida. PERGUNTO " como fica as contas agua, luz telefonia, parcela do carro, empréstimo da losango, carne das lojas, dos servidores, que vence nestes inicio de mês" Com a palavra o forum sindical.

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2 comentários