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02 de Novembro de 2026

02 de Novembro de 2026, 16h:53 - A | A

POLÍTICA / PF INVESTIGA

Assembleia fez repasses de  R$ 112 milhões em emendas ao TCE  

Relatório aponta que R$ 72,2 milhões foram destinados a indenizações em 2025 e 2026; emendas aparecem atribuídas a lideranças partidárias, sem identificação individual dos autores.

RepórterMT

PF investiga repasses da Assembleia ao TCE-MT; R$ 72,2 milhões em emendas foram destinados a indenizações em 2025 e 2026..

PF investiga repasses da Assembleia ao TCE-MT; R$ 72,2 milhões em emendas foram destinados a indenizações em 2025 e 2026..

DO REPÓRTERMT



A Assembleia Legislativa de Mato Grosso destinou R$ 112,3 milhões em emendas parlamentares ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos anos de 2025 e 2026, segundo levantamento da Polícia Federal. Desse total, R$ 72,2 milhões foram direcionados a despesas classificadas como indenizações.

Os repasses são citados na investigação da Operação Tomada de Contas. As emendas foram apresentadas por “lideranças partidárias”, sem identificação. 

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Em 2025, o TCE recebeu R$ 50.008.540,41 por meio dessas emendas. Desse montante, R$ 39.120.037,09 foram destinados a indenizações, o equivalente a aproximadamente 78% dos recursos.

Já em 2026, o volume de emendas chegou a R$ 62.381.178,95, dos quais R$ 33.138.357,28 foram destinados à mesma finalidade.

PF questiona destinação dos recursos

Na representação, a Polícia Federal afirma que a destinação das emendas precisa ser investigada com maior profundidade, especialmente diante do crescimento das despesas com verbas indenizatórias.

Os investigadores apontam que os recursos destinados ao Tribunal contribuíram para ampliar o orçamento disponível para esse tipo de pagamento.

O documento afirma que a forma como as emendas são incorporadas ao orçamento do TCE ainda precisa ser esclarecida.

A PF também considera incomum a imprevisibilidade dos créditos destinados ao pagamento de verbas salariais e indenizatórias, por se tratar de despesas que, em condições normais, deveriam ser estimadas previamente.

Para os investigadores, essa dinâmica reforça a suspeita de que rubricas orçamentárias possam ter sido utilizadas para desvio de recursos públicos.

A investigação, contudo, não demonstra que todas as emendas tenham sido utilizadas irregularmente.

Autoria das emendas

Outro ponto destacado pela Polícia Federal é a ausência de identificação individual dos deputados responsáveis pelas emendas.

Segundo a representação, os recursos aparecem no Portal da Transparência do Estado atribuídos genericamente a lideranças partidárias.

O documento não apresenta a relação dos deputados que autorizaram cada destinação nem demonstra, de forma conclusiva, a existência de irregularidade na apresentação das emendas.

A investigação busca esclarecer a origem, a execução orçamentária e a destinação final dos valores.

As informações constam da representação da Polícia Federal, especialmente das páginas 20, 21, 32 e 265.

O documento analisado não contém manifestação específica da Assembleia Legislativa ou do TCE-MT sobre os repasses mencionados. O espaço permanece aberto para posicionamento das instituições.

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