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Adriangelo Barros Antunes é ex-cunhado do presidente do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo, que foi preso pela PF.
DO REPÓRTERMT
O assessor especial da Presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Adriangelo Barros Antunes, teria recebido R$ 2.280.724,93 em setembro de 2025, em um suposto esquema de irregularidades envolvendo contratos administrativos e pagamentos a servidores da instituição. Ele foi preso preventivamente durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (29).
Adriangelo é ex-cunhado do então presidente do TCE, Sérgio Ricardo, que também foi detido, apontado pelas investigações como líder da organização criminosa. Além deles, outros servidores foram presos e os conselheiros Guilherme Maluf, Alisson Carvalho de Alencar e José Carlos Novelli afastados.
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A decisão que autorizou as prisões foi do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, que apontou Adriangelo como um dos operadores do suposto esquema, sendo responsável, entre outras funções, por recolher parte R$ 3,5 milhões sacados pela então chefe de gabinete da presidência do TCE, Roseli Loss.
Ainda na decisão, o ministro destaca que parte do dinheiro que teria passado pelas contas de Adriangelo foi destinada à sua esposa, filha e uma terceira pessoa não identificada. “O que demonstra, ao menos nesta análise inicial, a tentativa de ocultação de valores”, explicou Og Fernandes.
Polícia Federal em Mato Grosso
A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 4,3 milhões em espécie durante a Operação Tomada de Contas
Segundo a investigação, Adriangelo seria responsável pelo transporte de dinheiro em espécie. Ele também teria sido flagrado em gravações realizando saques em uma agência bancária instalada dentro da própria sede do Tribunal de Contas.
Por conta disso, o ministro determinou a prisão preventiva do acusado, apontando risco de continuidade das práticas investigadas e de interferência na produção de provas. “Demonstra risco concreto de continuidade delitiva e de interferência na produção da prova, não sendo suficientes as medidas cautelares propostas pelo Ministério Público Federal”, destacou o ministro em outro trecho da decisão.
Após passar por audiência de custódia na própria Superintendência da Polícia Federal, Adriangelo foi transferido para o Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.












