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01 de Novembro de 2026, 16h:20 - A | A

POLÍTICA / REFORMA ADMINISTRATIVA

Diego Guimarães: Pivetta vai enxugar a máquina cortando cargos e secretarias e economizar R$ 1 bilhão ao ano

Deputado estadual eleito Diego Guimarães destaca que reformulação do Executivo atende aos compromissos do plano de governo aprovado nas urnas e defende eficiência na gestão pública de Mato Grosso.

Karine Arruda/ Repórter MT

O deputado estadual eleito Diego Guimarães (Republicanos) comenta a proposta de reforma administrativa.

O deputado estadual eleito Diego Guimarães (Republicanos) comenta a proposta de reforma administrativa.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA



O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) pretende economizar até R$ 1 bilhão por ano por meio de uma reforma administrativa que prevê cortes de despesas, redução da estrutura estatal e medidas para tornar a gestão pública mais eficiente. A proposta a ser encaminhada pelo governo do Estado para análise da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve promover o enxugamento da máquina pública por meio da redução no número de secretarias e da extinção de cargos comissionados.

Na avaliação do deputado estadual eleito Diego Guimarães (Republicanos), as mudanças estruturais correspondem às diretrizes do plano de governo de Pivetta apresentada à população ainda na campanha eleitoral.

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Segundo o parlamentar, que assume o mandato na Assembleia Legislativa em 2027, a reformulação busca otimizar a prestação dos serviços públicos sem comprometer o ritmo de investimentos do Estado.

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"O que a gente tem ouvido dos bastidores é que ele tem cumprido o que se comprometeu na eleição: de ter menos Centro Político Administrativo e mais Mato Grosso. Ele quer enxugar a máquina, diminuindo o número de cargos e secretarias, possibilitando uma administração mais eficiente do que já é", disse Diego Guimarães, afirmando que, embora a redução de cargos e eventuais fusões de órgãos sejam pontos sensíveis, a proposta atende aos anseios da sociedade por um Estado mais enxuto. 

A elaboração do plano está sob a responsabilidade de um grupo de trabalho formado por 10 técnicos de carreira, com a participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona (União).

Conforme Pivetta, a medida também se faz necessária diante da previsão de queda na arrecadação nos próximos anos. Diante do cenário, o governo defende a eliminação de desperdícios para preservar a capacidade de investimento em áreas prioritárias, como habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana.

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O redesenho da administração estadual ganha urgência com a transição do sistema tributário brasileiro, que impactará diretamente duas das principais ferramentas econômicas de Mato Grosso: a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a concessão de incentivos fiscais voltados à atração de indústrias, a exemplo do Prodeic.

Com a substituição gradual do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o estado precisará se adaptar a um modelo de tributação. Estimativas avaliadas anteriormente pelo governo estadual apontam que as perdas de arrecadação decorrentes da transição tributária podem alcançar patamares expressivos, exigindo que o Estado encontre alternativas para continuar atraindo investimentos, especialmente no setor de agroindústria e processamento de grãos e carnes.

Nesse cenário, o foco deverá migrar dos incentivos fiscais para a injeção pesada de recursos em infraestrutura, logística de transporte e ampliação de uma rede energética de qualidade em todas as regiões mato-grossenses.

Veja o vídeo:

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