RepórterMT

Leo Oliveira ressaltou que as grandes diferenciais serão as competências estritamente humanas
ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
Com o avanço da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho e o impacto nas empresas, o foco recai sobre as habilidades dos profissionais nas próximas décadas. Em entrevista ao
, o especialista em Recursos Humanos, escritor, fundador e CEO da Humanos e IA, e executivo com passagem pela Netflix, Leo Oliveira, destacou os apontamentos de um relatório do Fórum Econômico Mundial sobre as competências do futuro até 2030. Segundo Oliveira, embora o aprendizado técnico das hard skills, habilidades tradicionais aprendidas na faculdade, continue sendo importante, o avanço tecnológico trará fortes mudanças.
"Para mim, vai ter muita coisa que vai ser automatizada, ou seja, vai ter muita coisa que a inteligência artificial vai fazer", afirmou o executivo.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Ele explicou que o processo ocorre em etapas.
"Acho que primeiro tem uma fase de substituir tarefas, né? E aí a tarefa ela é parte da função, mas sim, dependendo da área que a gente tiver, a inteligência artificial tem sim o poder de velocidade, de matemática, de eficiência que sim, ela pode assumir".
Para ele, tentar competir com a velocidade da tecnologia não é o caminho, mas sim entender o que ela pode agregar.
Diante desse cenário, o especialista ressaltou que as grandes diferenciais serão as competências estritamente humanas, destacando o pensamento crítico, a influência, a liderança, a inteligência emocional e o autoconhecimento.
Oliveira alertou para armadilhas no uso cotidiano das ferramentas de IA. Apesar da utilidade da tecnologia, o especialista enfatiza a necessidade constante de supervisão humana.
"Falta esse senso crítico, então é muito importante da gente entender e sempre analisar o que que a gente está perguntando, a resposta que tá vindo".
O executivo reforçou que a chegada da tecnologia deve ser vista como um suporte, servindo de incentivo para que os profissionais invistam no seu próprio desenvolvimento.
"Pode vir aí a IA, que bom que ela chegou para nos ajudar, mas é muito importante nesse momento a gente começar a voltar, né, olhar para gente e ver de novo que coisas que a gente precisa desenvolver e que coisas que a gente é muito bom para poder também fortalecer".
Confira o vídeo:














