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29 de Outubro de 2026

20 de Maio de 2026, 13h:30 - A | A

POLÍCIA / ESTELIONATO E LAVAGEM

Servidor de Câmara é alvo de operação contra esquema de desvio de veículos em MT

O esquema consistia na identificação de veículos com baixa probabilidade de recuperação por seus proprietários, para posterior retirada ilícita dos pátios conveniados

PJC

Operação foi deflagrada pela Polícia Civil nessa terça-feira (19).

Operação foi deflagrada pela Polícia Civil nessa terça-feira (19).

CARLOS DORILEO
DO REPÓRTERMT



O servidor da Câmara de Sorriso (a 398 km de Cuiabá), Antônio Jocemar Pedroso da Silva, irmão da ex-primeira-dama e pré-candidata a deputada estadual Sheila Pedroso (Podemos) foi um dos detidos na segunda fase da Operação Eidolon, deflagrada pela Polícia Civil nessa terça-feira (19).

Na operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão, nove mandados de busca e apreensão, cinco ordens de bloqueio de contas bancárias, além de medidas de suspensão de registros de pessoas jurídicas, suspensão do exercício de função pública, afastamento do sigilo financeiro de oito investigados e outras medidas cautelares expedidas pela Justiça.

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As investigações, conduzidas pela Delegacia de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Estelionato e Lavagem de Dinheiro, apontaram que o grupo criminoso contava com o envolvimento de servidores públicos, falsificadores, intermediadores e receptadores.

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O esquema consistia na identificação de veículos com baixa probabilidade de recuperação por seus proprietários, especialmente motocicletas com pendências administrativas, para posterior retirada ilícita dos veículos dos pátios conveniados, mediante utilização de procurações fraudulentas e termos falsificados de liberação.

Durante a apuração, foi constatada a participação de integrantes com acesso privilegiado a sistemas públicos, bem como a atuação de pessoas ligadas a cartórios e procedimentos de autenticação documental, possibilitando a inserção de dados falsos, emissão de documentos falsificados e regularização ilícita de veículos.

Com o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil identificou indícios da prática dos crimes de organização criminosa, estelionato, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e inserção de dados falsos em sistemas de informação.

Também foi identificada a atuação central de um guarda municipal apontado como líder operacional do esquema criminoso, além da participação de um juiz de paz com acesso a procedimentos cartorários utilizados para viabilizar as fraudes investigadas.

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